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Samakuva diz que MPLA está no fim e pede que sejam eleitos líderes que congregam e não dividem


Presidente da UNITA abre congresso elege terceiro líder do partido

O Presidente da UNITA, principal partido da oposição, Isaías Samakuva afirmou que o MPLA, no poder, em “fim de ciclo” e que os angolanos estão “cansados de sofrer” e “saturados de promessas”.

Samakuva falava na abertura do congresso do partido nesta quarta-feira, 13, que vai eleger o terceiro presidente da UNITA, depois dele e do fundador Jonas Savimbi.

“O país já não poderá aguentar esta situação por mais tempo, porque faliu”, acusou Samakuva que criticou duramente José Eduardo dos Santos, "o arquiteto da corrupção que foi forçado a deixar o poder”.

O presidente da UNITA lembrou que “os cofres ficaram vazios” depois da saída doe Santos e questionou o paradeiro dos mais de 130 milhões de dólares que representam o “valor do diferencial positivo do preço do petróleo que havia ficado por lei sob sua guarda”.

Na sua intervenção, Smakuva lembrou que a "luta política prolongada", na qual teve de ​"engolir os sapos da intolerância, os sapos da exclusão e os sapos da fraude" produziu frutos porque "o povo perdeu o medo, as verdades vieram a lume, o exercício do poder absoluto corrompeu os titulares do poder de forma absoluta e o arquiteto da corrupção foi forçado a deixar o poder”.

Os 1.150 congressistas vão escolher na sexta-feira o seu novo líder entre cinco candidatos: Alcides Sakala, porta-voz do partido, Adalberto Costa Júnior, líder da bancada parlamentar, Raúl Danda, vice-presidente, Abílio Kamalata Numa, general e deputado, e José Pedro Katchiungo, deputado, são os candidatos.

Ao abordar a questão da eleições, o presidente da UNITA lembrou que "podemos discordar, mas sem contundências nem hostilidades, para não perdermos a capacidade de nos unir" e apelou para que o processo eleitoral "não se transforme num factor de instabilidade ou num ambiente de fricção".

Ele pediu que os eleitores para os diversos cargos sejam "líderes com capacidade de congregar, e não dividir" que sejam "honestos e disciplinados" e que trabalhem "afincadamente em equipa para a conquista do poder do Estado".

"Nenhum candidato é maior do que a UNITA", alertou Isaías Samakuva, para quem está é "o momento adequado para virar a página que ensombrou" o passado e pediu que se vire a página".

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