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São Tomé e Príncipe investe na protecção florestal para salvar o turismo


Desmatamento, São Tomé e Príncipe

Trinta e um guardas florestais - Guardiões de Ôbo - estão prontos a entrar em campo no âmbito de um projeto de turismo sustentável, em São Tomé e Príncipe.

“Ôbo”, nome crioulo de floresta virgem, é cada dia mais ameaçado pelos caçadores furtivos e serralheiros, em busca de madeira para a construção civil.

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Os guardiões foram treinados com apoio da BirdLife Internacional, financiado pela União Europeia, para ajudar a preservar a floresta São-tomense, um património que alimenta o turismo sustentado.

“São homens e mulheres que vão proteger a floresta e as espécies ameaçadas para salvar a rica biodiversidade do arquipélago”, disse Jean Baptiste, representante da BirdLife.

Baptiste frisou que “os guardiões de Ôbo não substituem os agentes da polícia, nem outros agentes ou forças do Estado vocacionados para a fiscalização da floresta”.

O ministro da Agricultura de São Tomé e príncipe, Francisco Ramos garantiu que o governo também esta empenhado na defesa do património que alimenta e sustenta o turismo nas ilhas.

“Temos que tomar medidas para combater o abate indiscriminado de arvores e temos que continuar a sensibilizar a população rural sobre a importância da preservação ambiental para a biodiversidade”, disse Ramos.

Mas o analista Óscar Baía, que também vê com bons olhos as medidas para proteger a floresta, lembra que para o sucesso deste projecto é necessário salvaguardar o sustento de milhares de são-tomenses que vivem do abate de arvores.

“O projecto se não contemplar esta componente vai cair por terra, porque tapasse um buraco e depois abre-se um outro maior. Essas pessoas têm que, de qualquer forma, arranjar sustento para as suas famílias”, alertou Baía.

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