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Roubo de peças de marfim, uma "afronta" às autoridades moçambicanas


Analistas questionam papel das autoridades locais

As autoridades da província moçambicana no Niassa revelaram nesta semana o desparecimento de 217 pontas de marfim do mesmo local, de donde sumiram, em 2016, outras 105 pontas, que depois foram apreendidas no Camboja.

As investigações relativas ao primeiro desaparecimento do marfim, ainda não terminaram, e neste momento, só ficou uma ponta nos Serviços Provinciais de Florestas e Fauna Bravia.

O caso está a ser considerado uma “afronta” às autoridades.

O porta-voz da Procuradoria Provincial do Niassa, Francisco Albano, indicou estarem sob prisão preventiva o chefe dos Serviços Provinciais de Florestas e Fauna Bravia e outros dois funcionários da instituição.

Ambientalistas dizem que o à-vontade com que as pessoas fazem as coisas, esvaziando os armazéns da instituição, é porque sabem que nada lhes vai acontecer.

"É um desafio às autoridades", considerou o jurista Francisco Sitoi, sublinhando ser estranho que este último desaparecimento só tenha sido descoberto por uma equipa central de supervisão.

Onde é que estavam os responsáveis locais?", interrogou-se Sitoi, para quem é fundamental que o assunto seja investigado até às últimas consequências, porque pode haver figuras influentes envolvidas nisso.

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