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Robinho tem mandado internacional de prisão emitido pela Itália


Robinho quando jogava no Atlético Mineiro, 9 Agosto 2017

Jogador brasileiro foi condenado a nove anos de prisão por estupro em grupo de uma imigrante albanesa em 2009 em Milão.

O Ministério Público de Milão, na Itália, emitiu uma ordem de prisão internacional e solicitou a extradição do jogador brasileiro Robinho, condenado a nove anos de prisão por estupro em grupo de uma jovem em 2013.

A notícia é avançada nesta terça-feira, 15, pelas agências italianas, ANSA e AGI, que garantem que o pedido foi enviado ao Ministério da Justiça para os passos seguintes.

Nem a procuradoria, nem o Ministério se pronunciaram até agora, segundo a AFP.

No dia 19 de Janeiro, juízes da mais alta instância da justiça do país, o Tribunal de Cassação de Roma, confirmaram a sentença de nove anos de prisão.

Com este mandado internacional, Robinho que, entretanto, não pode ser extraditado pelo Brasil por ser cidadão nacional, pode ser preso e enviado para Itália se pisar algum país que tenha um acordo de extradição com o Estado italiano.

Embora seja muito pouco provável, segundo especialistas, um acordo entre Brasil e Itália pode levar Robinho a cumprir a pena no seu país.

Jacopo Gnocchi, advogado da vítima, disse à AFP não fazer diferença para a sua cliente se Robinho cumprir a pena na Itália ou no Brasil.

"O mais importante é que ele a cumpra, principalmente pelo crime cometido, para proteger as mulheres", afirmou Gnocchi.

O caso

O jogador de 38 anos foi identificado como estando num grupo de seis homens acusados de participar do estupro de uma imigrante albanesa que comemorava o seu 23º aniversário numa discoteca de Milão.

Os tribunais deram como provado que os seis brasileiros levaram a jovem a beber "a ponto de deixá-la inconsciente e incapaz de resistir" e depois tiveram "relações sexuais várias vezes seguidas" com ela.

Robinho sempre disse que não praticou estupro e que a relação foi consensual, mas inicialmente afirmou que não participou do grupo.

Os diversos tribunais, de primeira instância, de recurso e superior, consideram haver provas fortes de que foi estupro e que Robinho participou dele.

Róbson de Souza, de seu nome próprio, começou a carreira no Santos e foi campeão brasileiro em 2002 e em 2004.

Em 2005, a estrela em alta foi vendida para o Real Madrid, onde jogou durante três anos e conquistou dois campeonatos nacionais.

Em 2008 seguiu para o Manchester City, mas não se afirmou e regressou para o Santos, no Brasil, com quem conquistou um Campeonato Paulista e uma Copa do Brasil ao lado de Neymar.

O bom desempenho do jogador das “pedaladas” levou-o de volta à Europa, mais precisamente para o Milão, na Itália.

Durante 11 anos, conquistou vários títulos, antes de regressar ao Brasil e, outra vez, ao “seu” Santos.

No ano seguinte jogou no Ghaungzou Evergrande, da China e, em 2016 foi contratado pelo Atlético-MG em 2016, onde permaneceu por dois anos.

Nessa altura, o caso de estupro tinha ganhou enorme dimensão e o clube de Belo Horizonte rescindiu o contrato devido ao abandono dos patrocinadores.

Mais tarde jogou no Sivasspor e no Basaksehir, ambos da Turquia e se aposentou em 2020.

Na selecção brasileira, Robinho fez 99 jogos, 29 golos e deu 22 assistências.

Ele conquistou a Copa América de 2007 e duas Copas das Confederações (2005 e 2009) e participou nos Mundiais de 2006, e 2010.

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