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"Revús" dizem ter sido reprimidos no Huambo, polícia diz que não


Sede do Governo da provincia do Huambo

Activistas pretendiam manifestar-se contra "nepotismo e má governação"

Um grupo de jovens do auto-denominado Movimento Revolucionário de Angola, vulgo “revús”, diz ter sido reprimido pelas forças policiais no domingo, 3, quanto tentava realizar uma marcha pela cidade do Huambo, contra o alegado nepotismo e má governação das autoridades da província.

O facto ocorreu quando os jovens revolucionários concentravam-se junto ao mercado municipal, na zona baixa da cidade.

“Foram expulsados pela Polícia cujos agentes estavam armados e com cães”, disse à VOA, António Matias, testemunha no local, para quem “a manifestação era pacífica.

Para os organizadores do protesto, a atitude “musculada” do Governo é uma demonstração de uma clara violação dos direitos e da Constituição da República.

“Já que o problema é passar pelo palácio vamos produzir outro documento para realizarmos a manifestação noutras áreas da cidade”, disse um dos organizadores, Benedito Joaquim.

Apesar de alguma acalmia um pouco por toda a cidade, o ambiente esteve tenso devido ao cordão de segurança apertado montado pelas autoridades policiais junto da sede do Governo provincial.

Dias antes, aquando da entrada da comunicação da manifestação ao Governo, as autoridades já se tinham oposto, alegando “algumas irregularidades”.

Martinho Cavita, porta-voz da polícia, minimiza as acusações, e alega que a polícia saiu à rua para assegurar a procissão da Igreja Católica.

“Não houve nada de mais, a não ser garantir segurança a uma actividade da Igreja Católica em queestiveram reunidas mais de quatro mil almas”, concluiu Cavita.

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