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"Revús" dizem não terem sido alicidados e mas que mudaram os métodos


Activistas destacaram-se com protestos contra o anterior Governo angolano

Os integrantes do autodenominado Movimento Revolucionário estão a ser apontados em determinados círculos de terem sido cooptados ou aliciados pelo Governo de João Lourenço.

Alguns dos revús, em declarações à VOA, refutam as acusações, dizem que as estratégias mudaram e reafirmam que o parlamento juvenil vai vingar com ou sem a vontade das organizações juvenis do partido no poder.

Albano Bingu Bingu diz que eles estão vivos.

"Essas pessoas que dizem que fomos aliciados pensam que somos instrumentos de protesto, não somos, nós somos activistas cívicos e os métodos de luta são outros, não podem ser os mesmos que usamos contra José Eduardo dos Santos, hoje o Presidente João Lourenço tem uma forma de abordagem diferente e nós também", explica Binbu Bingu, reiterando também que o parlamento juvenil vai avançar.

"Organizações como a CNJ e a JMPLA nao representam os jovens angolanos, só representam a juventude do MPLA e aqui surge o parlamento juvenil que pretende ser uma plataforma cívica", sublinha.

Emiliano Catumbela, outro activista revú, rejeita também a ideia de aliciamento

"João Lourenço ainda não mostrou uma política que nos convence porque a política é a mesma do partido MPLA que manda em Angola desde 1975, não mudou nada ainda, não fomos aliciados até porque João Lourenço calhou numa altura em que o movimento baixou um pouco de intensidade porque o que tínhamos preconizado não resultou, temos que retemperar as energias", concluiu Catumbela.

O autodenominado Movimento Revolucionário encabeçou várias iniciativas de protestos contra o anterior Governo e 17 dos seus membros foram detidos em 2015 alegadamente por tentativa de golpe de Estado.

Depois de um ano detidos, eles foram colocados em liberdade, no âmbito da amnistia condedida por José Eduardo dos Santos por ocasião dos 40 anos da independência nacional.

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