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Reitoria da Universidade Kimpa Vita acusa oposição de incentivar manifestações no Uíge


Protestos de estudantes da Universidade Kimpa Vita, Uíge, Angola

Partidos da oposição refutam acusação e dizem que o MPLA está desesperado

O reitor da Universidade Kimpa Vita na província angolana do Uíge, João Francisco de Sousa, acusou os partidos políticos da oposição de incitarem as manifestações dos estudantes afectos à sétima região académica que protestam contra o decreto presidencial que regula a taxa de emolumentos no ensino superior, alegando não terem a cultura de manifestações.

Uíge: Partidos rejeitam acusações de incitar manifestações estudantis – 3:12
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“Eu diria mesmo que por trás disso tudo estão as forças políticas, isso não é um assunto académico, porque de ponto de vista económico a situação está a ser solucionada, tomamos conhecimento que inclusive pessoas que não estudam lá estavam presentes, e são pessoas identificadas com algumas forças políticas e tantas outras pessoas que não tinham a ver com a instituição, esta situação tem mão de algumas forças políticas”, afirmou o restor na quarta-feira, 24.

Entretanto, as reações não se fizeram esperar por parte dos partidos políticos na oposição no Uíge.

O secretário provincial e deputado do maior partido da oposição, Felix Simão Lucas, considera que é acusação recorrente nos últimos dias pelo partido no poder e acusa o MPLA de partidarizar as instituições públicas do Estado.

“Isso não fica bem na voz de um responsável de uma instituição pública vir com esse tipo de argumentos que eu considero muito banais, isto está a ser muito recorrente nos últimos dias com o MPLA, qualquer coisa que ocorre acusa a oposição, isso mostra claramente o desespero e a falta de capacidade de dar resposta a várias situações”, afirmou Lucas.

Por seu lado, o secretário provincial da CASA-CE, Fonseca António, acusou ainda o MPLA de transformar as instituições públicas “em comités de acção do partido” e descartou qualquer envolvimento da sua organização política nas manifestações dos estudantes.

António Victor, secretário provincial do PRS, disse que o seu partido não compactua com acções do género, mas considera “legítima a manifestação dos estudantes pela reivindicação dos seus direitos”.

Os estudantes protestaram na segunda e terça-feira contra a alta taxa de reprovação na universidade, que os obriga a pagar exames de recursos, com valores elevados.

Depois do reitor ter anunciado a criação de uma comissão para averiguar a alta taxa de reprovações, embora tenha mantido que tem de respeitar o decreto presidencial, os estudantes suspenderam as manifestações enquanto aguardam o trabalho da comissão.

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