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Rei de Eswatini aberto ao diálogo após protestos, diz a SADC


Manifestantes em Eswatini exigem reformas democráticas

MBABANE, 23 de outubro (Reuters) – A SADC, bloco regional de desenvolvimento da África Austral, disse no sábado (23) que o Rei Mswati III de Eswatini - o último monarca absoluto da África - aceitou a necessidade de um diálogo nacional depois da intensificação de protestos pró-democracia, neste mês.

Enviados da África do Sul, Namíbia, Botswana visitaram Eswatini na quinta e sexta-feira e encontraram-se com o rei, o primeiro-ministro, organizações da sociedade civil, sindicatos e outros, disse a SADC em comunicado.

"O rei Mswati III aceitou a necessidade de diálogo nacional ... Apelo por calma, moderação, respeito pelo Estado de Direito e pelos direitos humanos de todas as partes para permitir que o processo comece", disse o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, na sua qualidade de presidente do órgão político da SADC.

Rei Mswati III
Rei Mswati III

O monarca tem planos de convocar uma reunião no qual as pessoas possam expressar as suas queixas, disse um representante do rei à emissora estatal.

"Deixe o povo continuar a luta nobre por um novo país livre e democrático", disse Wandile Dludlu, secretário-geral do Movimento Democrático Unido do Povo (PUDEMO), da oposição.

A ira contra o Mswati III, de 53 anos, vem crescendo há anos.

Activistas dizem que ele tem ignorado sistematicamente os pedidos de reformas que colocariam Eswatini, conhecida como Suazilândia até 2018, em direção à democracia.

O rei nega as acusações de governo autocrático e de uso de dinheiro público para financiar um estilo de vida luxuoso na nação empobrecida, que faz fronteira com a África do Sul e Moçambique. Em julho, ele chamou os protestos contra seu governo de "satânicos".

Protestos recentes incluíram manifestações de estudantes em escolas, motoristas de ônibus bloqueando estradas e marchas de sindicatos.

Um relatório policial sobre protestos de funcionários públicos na quarta-feira disse que as forças de segurança atiraram contra um manifestante com uma bala de borracha, mas que a polícia não tinha registo de nenhuma morte durante os distúrbios.

O governo ordenou que as operadoras de rede móvel suspendessem o acesso ao Facebook e seu aplicativo de mensagens, disse a empresa de telecomunicações MTN Group.

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