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Polícia mata Soba em protesto na Lunda Norte


PN tem outra versão e fala em ataques, feridos e detidos

Um ferido e um morto é o resultado do desentendimento entre autoridades tradicionais e agentes da Polícia Nacional (PN) no município do Capenda Camulenda, na província angolana da Lunda Norte, na quarta-feira, 27.

O morto é um regedor, mas a Polícia ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Em comunicado enviado à VOA, a PN diz que a agressão partiu dos sobas e fala apenas em feridos e presos.

Policia mata soba em protesto contra mina de diamantes - 3:01
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O regedor Malioto Muaissweca, de 57 anos de idade, terá sido atingido mortalmente por um agente da PN quando dispersava um grupo de 20 sobas que reclamavam a posse de terras ocupadas por uma empresa diamantífera.

O estudante Benjamim Fernando ficou ferido devido aos tiros.

Sobas na Lunda Norte
Sobas na Lunda Norte

A informação foi avançada à VOA pelo activista Jordan Muacabinza, que presenciou os incidentes,

“O regedor acabou por morrer hoje às 12 horas”, lamentou Muacabinza, quem acrescenta que a população está furiosa e exige que se faça justiça.

“Por que o Governo vê estas mortes e não pune os culpados”, questionou.

Versão da Polícia Nacional

A PN, no entanto, tem outra versão, de acordo com um comunicado enviado à VOA.

Na nota, o comandante provincial, comissário Alfredo Quintino Lourenço “Nilo”, narra que perto da barreira policial no âmbito da Operação Transparência “compareceu uma moldura humana de mais de 70 cidadãos de autoridades tradicionais e suas famílias em direcção ao Projecto Lulo com intenções de vandalizar o referido Projecto, porque não tem honrado com o prometido, uma vez que os ganhos são animadores”.

A PN acusa os manifestantes de terem iniciado “a agressão contra os efectivos em serviço na barreira, tendo culminado com o desarme de quatro armas que estavam em posse das Forças Armadas”.

Ainda de acordo com o comunicado, quando a PN deu início a conversações com as autoridades tradicionais, “um dos sobas, Samaxingo, atirou-se contra o efectivo das FAA, tendo-o atirado para o chão” e quando se levantou “produziu de imediato dois disparos, alvejando o mesmo na coxa direita, tendo sido evacuado para o hospital onde recebe assistência medica”.

Dos conflitos ficaram gravemente feridos quatro efectivos das FAA e três da Polícia Nacional Regurador de Trânsito e dois da Ordem Pública, de acordo com o PN, que diz ter “recolhido alguns cidadãos”.

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