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Recessão económica em Angola é de 1,7 por cento


Reservas internacionais são para 3,5 meses de importações

FMI estima que economia deve crescer 3,2 por cento entre 2019 e 2021

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o Produto Interno Bruto (PIB) de Angola deve contrair-se 1,7 por cento, ao contrário de 1,1 por cento, como estimou o Executivo de Luanda no mês passado.

A recessão neste ano, portanto, fica em 1,7 por cento.

Numa declaração assinada pelo director do FMI para Angola, Dumisani Hebert Mahlinza, e pelo representante do Governo angolano no grupo africano da instituição, Jorge Essuvi, lê-se que as reservas internacionais devem cobrir 3,5 meses de importações e que a inflação deve atingir os 22 por cento no final deste mês.

“A economia angolana começou um ciclo de recuperação gradual desde a experiência dos preços baixos do petróleo em 2014, e deve, por isso, crescer entre 2019 e 2021, até 3,2%”, continua o documento que reconhece que o Governo de João Lourenço continua empenhado “numa visão de contenção orçamental moderada, focada numa inversão do rádio da dívida sobre o PIB, com o objectivo de se aproximar dos 65%”, o que representa uma redução face aos cerca de 80 por cento calculados pelo FMI em Outubro.

As previsões do FMI acontecem no momento em que a directora-geral da instituição inicia uma visita de pouco mais de um dia a Angola.

Nesta quinta-feira, 20, Christine Lagarde é recebida pelo Presidente João Lourenço e encontra-se com o ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, e vários outros responsáveis angolanos.

O principal tema das conversas será o Programa de Financiamento Ampliado (Extended Fund Facility) no valor de 3,7 mil milhões de dólares, concedido pelo Conselho Executivo do FMI a 7 de Dezembro.

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