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RDC: Urnas electrónicas no centro da polémica


Corneille Nangaa, presidente da Comissão Nacional garante eleição

Governo defende uso, oposição, igreja e comunidade internacional alertam para fraudes

As autoridades da República Democrática do Congo (RDC) depositam muita esperança nas urnas electrónicas que serão usadas na eleição presidencial de 23 de Dezembro e para escolher o sucessor de Joseph Kabila.

A oposição, entretanto, saiu às ruas nesta sexta-feira, 26, para marchar contra o uso das urnas electrónicas.

Produzidos na Coreia do Sul, a Comissão Eleitoral acredita que os computadores a serem usados resolverão muitos problemas, entre eles a fraude eleitoral, além de reduzir os custos do processo e acelerar o processo da contagem dos votos.

Entretanto, a oposição e a igreja católica pediram que as máquinas sejam inspeccionadas por especialistas internacionais com receio de que elas possam permitir fraudes.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas e os Estados Unidos da América mostraram também algumas reservas quanto ao uso das urnas eletrónicas, tendo Washington advertido o Governo de Kinshasa para o perigo de fraude.

A oposição saiu à rua para marchar contra o uso das urnas electrónicas.

Vários investigadores, entre eles argentinos que conhecem as urnas sul-coreanas, afirmam que são vulneráveis à manipulação e que os códigos de impressão incluem informações específicas de cédulas que podem anular votos.

Apesar dessas críticas e advertências, o Governo dcontinua com o processo, através da formação de 21 mil facilitadores que levam informações aos lugares mais recônditos.

A eleição presidencial devia ter acontecido em 2016, mas o presidente Joseph Kabila estendeu o seu mandato e pretendia concorrer pela terceira vez, mas recuou devido à pressão internacional.

Observadores e oposição afirmam que processo eleitoral, no entanto, está muito atrasado apesar de o presidente da Comissão Eleitoral, Corneille Nangaa, afirmar o contrário.

"Estamos dentro do cronograma, de acordo com o nosso planeamento, não se preocupem. De acordo com o planeado, as últimas urnas chegarão antes do final do mês de Outubro", garantiu Nangaa.

A oposição e a comunidade internacional temem que a votação, se se realizar, poderá estar envolta em violência e fraudes.

Caso o processo decorrer dentro da normalidade será a primeira vez que a RDC fará uma transição pacífica do poder.

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