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PRS pede demissão do primeiro-ministro guineese


Victor Pereira (foto) e Jorge Malu dizem que PR não pode demitir os ministros

O Partido da Renovação Social (PRS), na Guiné-Bissau, convidou o primeiro-ministro, Aristides Gomes, a apresentar o seu pedido de demissão em vez de propor ao Presidente da República a exoneração dos ministros da Agricultura Desenvolvimento Rural e do Interior.

“O primeiro-ministro devia era demitir-se a si mesmo, por tudo o que fez e não fez durante este tempo que está na chefia do Governo”, afirmou o vice-presidente do PRS, Jorge Malu, em conferência de imprensa em Bissau nesta sexta-feira, 17, em que também participou o porta-voz da terceira força mais votada nas eleições de 10 de Março, Victor Pereira.

O antigo chefe da diplomacia e ex-presidente da Assembleia Nacional Popular, Jorge Malu, acrescentou que José Mário Vaz "jamais aceitaria uma coisa dessas" porque "à luz do Acordo de Conacri", de que resultou o actual Governo, o Presidente da República não tem poderes de propor ou demitir nenhum membro do Executivo, apenas os partidos que os indicaram.

Na carta enviada ao Presidente da República e à qual a VOA teve acesso, o primeiro-ministro justifica a demissão do ministro da Agricultura por não ter colaborado com a investigação da Polícia Judiciária, no caso da operação do "Arroz do Povo", "tendo-se recusado inclusivamente a obedecer a ordem de detenção que lhe foi decretada".

"Com base em denúncias, a Polícia Judiciária (PJ) promoveu a abertura de um inquérito com vista ao apuramento de factos, o que culminou com a descoberta do arroz em várias localidades do país e nomeadamente na quinta supostamente pertencente ao ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural", escreveu Aristide Gomes na carta.

O primeiro-ministro salienta também que o ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural recusou colaborar com a PJ e negou-se inclusivamente a "obedecer à ordem de detenção que lhe foi decretada".

Quanto ao ministro do Interior, Edmundo Mendes, o primeiro-ministro o acusa de ter disponibilizado "forças de intervenção rápida que impediram a execução da ordem de detenção" de Nicolau dos Santos.

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