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PRS diz que CEDEAO terá resposta das Forças Armadas


Partido manifezta-se contra presença da Ecomib e acusa embaixador americano de ingerência

O Partido da Renovação Social da Guiné-Bissau (PRS) manifestou-se contra o reforço da força de interposição da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e anunciou que haverá resposta adequada das Forças Armadas do país.

Em conferência de imprensa nesta quinta-feira, 14, Sola Nquilin acusou também o embaixador americano de ingerência nos assuntos da Guiné-Bissau.

"O Partido da Renovação Social garante inequivocamente que as nossas gloriosas Forças Armadas republicanas não se deixarão intimidar e saberão, como sempre, dar respostas adequadas a qualquer entidade ou forças invasoras estrangeiras que ousarem atravessar as nossas fronteiras", afirmou Nquilin, ao ler um comunicado do partido que, segundo disse, "jamais permitirá que a soberania da Guiné-Bissau seja beliscada".

"Chegou a hora de dizer basta à tentativa de transformar a pátria de Amílcar Cabral em palco de disputas antagónicas, motivadas por inconfessáveis interesses económicos geoestratégicos de quem quer que seja", defendeu o antigo ministro e deputado do PRS, para quem "não existem memórias de tão brutal, cínica e de tamanha humilhação semelhante a esta que a CEDEAO pretende pela primeira vez implementar na Guiné-Bissau".

Ingerência do embaixador americano

O PRS, terceira força mais votada nas eleições de Março, acusou também o embaixador dos Estados Unidos de América com jurisdição na Guiné-Bissau, Tulinabo Mushingi, por se "ingerir sistematicamente nos assuntos internos da Guiné-Bissau".

Sola Nquilin alertou que a CEDEAO pretende reforçar a sua presença na Guiné-Bissau, a Ecomib, num total de 1.800 mil militares com "mandato de guerra" para subjugar as Forças Armadas do país.

Em resposta, o primeiro-ministro guineense disse que "não deve haver um mito à volta do reforço de soldados da Ecomib”, porque, lembra, “nós temos eleições".

"Lamentavelmente, os nossos irmãos que hoje estão na oposição, quando estavam no Governo não puseram essa questão", disse Aristides Gomes em conversa com jornalistas depois de um encontro com chefes de Estado-Maior das Forças Armadas do Senegal, Togo, Níger e Nigéria e das forças da CEDEAO.

Gomes também refutou acusações do PRS e do seu candidato presidencial Umaro Sissoko Embaló de que ele teria pedido o reforço das forças da Ecomib, e disse que “é uma força dissuasora e não de invasão”.

No sábado, os Presidentes da Costa do Marfim, Gâmbia, Guiné-Conacri, Gana, Níger e Nigéria chegam a Bissau para informar o Presidente José Mário Vaz das decisões da cimeira da CEDEAO, realizada no dia 8, no Níger, em que se discutiu a crise política na Guiné-Bissau.

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