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Protestos contra a injustiça racial continuam em várias cidades americanas 


Seattle, 25 de julho, 2020

Manifestantes por justiça racial tomaram as ruas em várias cidades dos Estados Unidos, no sábado, 25, muitas vezes entrando em conflito com a polícia.

Na cidade de Seattle, Washington, no oeste do país, a polícia declarou um motim, lançando gás lacrimogéneo para controlar a manifestação, enquanto prendia 45 pessoas. A polícia disse que mais de 20 policias ficaram feridos.

Cerca de duas mil pessoas marcharam nos arredores do Capitol Hill, no maior protesto da Black Lives Matter da cidade em um mês. A declaração do motim foi após os manifestantes terem deitado fogo numa área onde está em construção um centro de detenção juvenil, e atirar pedras, garrafas e fogo de artifício contra a polícia.

Manifestantes colocaram fogo na área de construção de um centro prisional juvenil, em Seattle
Manifestantes colocaram fogo na área de construção de um centro prisional juvenil, em Seattle

Os manifestantes ergueram barricadas e carregaram escudos caseiros e guarda-chuvas para tentar afastar a polícia, enquanto usavam sopradores de folhas para dispersar gás lacrimogéneo. Todas eram táticas imitadas de protestos noutra cidade ocidental, Portland, Oregon, onde ativistas entraram em confrontos noturnos com a polícia, por quase dois meses.

Os confrontos em Portland se intensificaram quando governo do presidente Donald Trump enviar agentes federais, após as autoridades da cidade terem dito que não pediram nem queriam a sua presença.

Os protestos iniciaram depois da morte, a 25 de maio de George Floyd, um homem negro, sob custódia policial em Minneapolis, Minnesota.

Trump prometeu enviar agentes da lei federal para várias cidades, aparentemente para conter os crimes de rua que ele diz que a polícia local não conseguiu travar.

Austin, Kentucky

Sábado à noite, em Austin, Texas, um homem foi morto quando alguém atirou contra uma marcha do Black Lives Matter.

A impresa reporta que o homem pode ter se aproximado de um veículo com uma arma antes do disparo.

"Tudo o que sei é que alguém morrendo enquanto protesta é horrível", disse o presidente camarário de Austin, Steve Adler. Adler disse que tem "o coração ferido".

Em Louisville, Kentucky, um grupo de manifestantes armados pediu justiça por Breonna Taylor, uma mulher negra que morreu, na cidade, quando a polícia entrou em sua casa sem aviso prévio e atirou contra ela. O namorado de Taylor disparou antes contra os policias, pensando que eram intrusos.

Um polícia foi demitido por causa do incidente de Taylor, mas os seus colegas não foram acusados.

O líder do grupo NFAC, uma milícia negra armada envolvida nos protestos, exige uma investigação transparente sobre o assassinato de Taylor.

A polícia diz que três membros da NFAC ficaram feridos no sábado, quando uma das armas da milícia foi descarregada acidentalmente.

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