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Promessas de campanha "interrompidas" pela visita do Papa Francisco a Mocambique


Filipe Nyusi promete emprego e Ossumo Momade combate à corrupção

Os dois principais candidatos à presidência de Moçambique, Filipe Nyusi, da Frelimo, e Ossufo Momade, da Renamo, interromperam as suas actividades na campanha eleitoral devido à visita do Papa Francisco, de 4 a 6 de Setembro.

Durante os quatro primeiros dias da caça ao voto, Filipe Nyusi escalou sete distritos nos quais prometeu continuar a apoiar a reconstrução do país, após o ciclone Idai e prometeu mais emprego para os jovens.

"Pedimos que não nos perturbem porque nós, moçambicanos, queremos viver, como vivem os malawianos, zinbabweanos, sul-africanos, eles discutem os seus problemas, não matam a ninguém", disse Nyusi, quando falava sobre a manutenção do clima de paz que propicia o desenvolvimento e prometeu "queremos nos próximos cinco anos trazer com mais ênfase o emprego e o trabalho".

Já Ossufo Momade, candidato da Renamo, depois de ter iniciado tardiamente a sua campanha eleitoral, fez a caça ao voto na cidade e província de Maputo, na segunda-feira, e na terça-feira esteve em Quelimane, província da Zambézia, onde prometeu acabar com a corrupção caso seja eleito presidente.

"Vamos ser exigentes e não queremos mais corrupção, que será enterrada como lixo, porque está a matar o país, visto que é um cancro. Podem ouvir dizer que eles vão acabar a corrupção, mas nunca o farão porque eles são corruptos", disse Ossufo Mamade.

As eleições acontecem a 15 de Outubro.

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