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Programa americano Visa Bond não terá impacto na maioria dos viajantes angolanos


Bandeiras dos EUA e de Angola

Os actuais utentes de visto “podem ter certeza de que os seus vistos permanecerão válidos para viagens aos EUA”.

O Consulado dos Estados Unidos em Luanda garante que o programa piloto Visa Bond “aplica-se um número muito pequeno de viajantes” e não terá qualquer impacto “na grande maioria dos viajantes angolanos em negócios ou turistas”.

A cônsul Tracy Mussachio acrescenta ainda que o programa que entra em vigor a 24 de dezembro e que admite o pagamento de uma caução a pessoas de um grupo de países que visitam os Estados Unidos “não se aplica a estudantes, viajantes oficiais, nem a qualquer outra categoria de visto dos EUA, incluindo vistos de imigrante e de diversidade”.

Por isso, aquela representante consultar americana em Angola, garante que “é incorrecto afirmar-se que os EUA estejam a cobrar a todos os viajantes angolanos um pagamento de até 15 mil dólares para visitar os EUA”.

Tracy Mussachio assegura que “rigorosamente, não há alteração no processo de solicitação de visto” e esclarece que “os cidadãos angolanos que desejam solicitar um visto de turista pagarão a taxa padrão de 160 dólares”, e os candidatos serão entrevistados na Embaixada dos Estados Unidos e notificados se forem elegíveis para um visto”.

Os actuais utentes de visto “podem ter certeza de que os seus vistos permanecerão válidos para viagens aos EUA”.

O programa Visa Bond, esclarece a cônsul, aplica-se “àqueles cidadãos que são inelegíveis para receber um visto por terem sido condenados por crimes”, contudo, “se for concedida uma isenção de inelegibilidade a um requerente pelo Departamento de Segurança Interna do Governo dos EUA, será solicitada uma taxa reembolsável ao requerente, para garantir que a sua viagem esteja em conformidade”.

Angola foi incluída neste programa com 21 outros países devido à elevada taxa de viajantes angolanos, que usam indevidamente os vistos americanos ao ficarem mais tempo nos EUA do que os seus vistos permitem.

A cônsul Tracy Mussachio conclui dizendo que ao usarem “os vistos de forma adequada e seguindo as regras, os angolanos podem estender as vantagens proporcionadas pelas viagens aos EUA para todos os cidadãos angolanos”.

Imagem de arquivo de aeroporto de Dulles, Washington
Imagem de arquivo de aeroporto de Dulles, Washington

O programa "Visa Bond"

Como a VOA noticiou na terça-feira, 24, o Departamento de Estado informou que cidadãos de cerca de duas dezenas de países poderão terão de pagar uma caução de entre cinco mil e 15 mil dólares americanos para poderem visitar os Estados Unidos a partir de 24 de dezembro, em determinadas condições.

Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau e São Tomé e Principe integram a lista, bem com vários outros países, na sua maioria africanos, como a República Democrática do Congo, Libéria, Sudão, Chade, Burundi, Djibouti, Eritreia, Gâmbia, Mauritânia, Burkina Faso, Líbia, Afeganistão, Butão, Irão, Síria, Laos e Iémen.

A medida, segundo o Governo, funcionará como dissuasão diplomática àqueles que pretendem violar os prazos de estada no país.

Moçambique é o único lusófono em África não abrangido pela medida.

Entretanto, este programa piloto "Visa bond" não se aplica de forma generalizada a todos que viajam para os Estados Unidos, mas em determinados casos.

No caso de Angola, como explica consul em Luanda, a sua implicação é mínima, e não terá qualquer impacto na grande maioria dos viajantes angolanos em negócios ou turistas.

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