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Profissionais da televisão pública guineense boicotam actividades dos partidos em protesto contra censura


Televisão da Guiné-Bissau

Os funcionários da Televisão Nacional da Guiné-Bissau(TGB) anunciaram um boicote à cobertura jornalística das actividades políticas, em protesto a alegada censura no órgão.

Profissionais da televisão pública guineense boicotam actividades dos partidos em protesto contra censura
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A decisão acontece numa altura em que os principais partidos políticos antecipam encontros com eleitores e a duas semanas do início da campanha eleitoral, a 16 de Fevereiro.

Os funcionários defendem o acesso à TGB de todos os partidos e cidadãos e exigem a demissão do director de antena, Eusébio Nunes, por alegada censura.

“Nós queremos justiça para com todos os partidos, ele assumiu publicamente ser militante de um partido, portanto exigimos a demissão dele”, denunciou Domingos José Gomes Tiago, presidente do sindicato de base.

Ele assegura que o boicote vai manter-se até a situação “de censura for resolvida”.

Por seu lado, o director de antena da TGB, Eusébio Nunes, admitiu a prática da censura que remonta à fundação daquele órgão de comunicação social público, em 1989.

“A censura existe na televisão desde a sua criação, sempre é controlada por qualquer partido que assume a pasta de Comunicação Social, isso confirmo”, reconheceu.

Entretanto, os funcionários dos meias outros órgãos públicos, Radiodifusão Nacional, Jornal No Pintcha e Agência Noticiosa da Guiné, ameaçam não fazer a cobertura das próximas eleições legislativas, devido à dívida do Governo para com os funcionários contratados.

Eles também exigem do Executivo a reposição de quatro meses de salários aos funcionários efectivos e o pagamento de cerca de 200 mil dólares à Radiodifusão Nacional.

As eleições legislativas estão marcadas para 10 de Março.

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