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Professores universitários moçambicanos contra regime de exclusividade


Maputo

Medida entra em vigor em 2016.

Os professores universitários moçambicanos passarão as estar proibidos de leccionar em mais de uma instituição de ensino superior em 2016.

A decisão do Ministério do Ensino Superior alegadamente para salvaguardar a qualidade do ensino é, no entanto, contestada pelos visados e pelas instituições de ensino superior, por falta de quadros em quantidade para leccionar cursos universitários e os baixos salários que auferem

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O ministro da Ciência, Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, Jorge Nhambiu anunciou uma série de medidas que vão fazer com que os docentes só leccionem na universidade onde estiverem vinculados e cadastrados.

"Nós estamos a fazer vários dispositivos e plataformas que vão nos permitir controlar exactamente o que está a a acontecer no ensino superior. Uma delas é o cadastro de toda professores do ensino superior, porque nós temos neste momento instituições de ensino superior que quando vão requerer para a sua abertura pegam em professores que já estão a leccionar em outras instituições e atolam-os como professores que são exclusivamente dessas instituições. Com o que nós estamos a fazer, e acreditamos que dentro de três a quatro meses esteja pronto, o cadastro de todos professores", disse Jorge Nhambiu.

A medida que deverá entrar em vigor dentro de quatro meses não encontra eco junto das instituições de ensino superior e dos próprios docentes.

O Reitor do Instituto Superior de Ciências e Tecnologias de Moçambique, Leopoldo da Costa, diz que esta decisão não se adequa às condições que o país oferece, no que diz respeito aos salários pagos aos professores, acrescendo-se o número reduzido de quadros com competências técnico-científicas para leccionar em universidades.

"Se o meu professor de matemática pode ensinar numa outra instituição eu não vejo nenhum problema com relação a isso. Acho errado que esse professor queira dar matemática, química ou seja um conjunto de disciplinas sem qualquer afinidade só para somar horas e facturar, mas não vejo problema sobretudo porque temos que ter a consciência que o número de professores formador no nosso país ainda está aquém das necessidades", defendeuLeopoldo da Costa.

Em Moçambique estão autorizadas a ministrar cursos universitários 49 instituições de ensino superior, sendo que a maioria funciona sem as normas exigidas por lei.

O Governo recebeu 15 pedidos de organismos que nacionais e estrangeiros que pretendem abrir instituições de ensino superior.

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