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Professores do ensino superior em Angola retomam greve agora "por tempo indeterminado"


Universidade Agostinho Neto - Luanda, Angola

Estudantes acusam as partes de falta de sensibilidade

Os professores universitários angolanos retomaram nesta segunda-feira, 9, a greve por tempo indeterminado, suspensa há um mês, por “falta de vontade política” do Governo em solucionar as reivindicações da classe, sobretudo em relação ao aumento salarial.

As posições estão extremadas neste momento e os estudantes apontam o dedo à duas partes.

O secretário-geral do Sindicato Nacional dos Professores do Ensino Superior (SINPES), Eduardo Peres Alberto, reitera o Governo mostra-se “intransigente e diz só ter seis porcento para oferecer.”

Carlinhos Zassala, coordenador do SINPES na região Luanda Bengo, considera “a circular a orientar a marcação de faltas a todos os professores faltosos, uma atitude arrogante, não nos agradou".

No meio deste braço-de-ferro estão os estudantes que se dizem ser os mais prejudicados com a retoma greve dos professores.

Joaquim Lutambi, representante do Movimento de Estudantes Angolanos
diz que as culpas são repartidas entre o Executivo e os professores.

"Não ha sensibilidade por parte do Governo em atender as reivindicações dos professores, mas por outro lado os professores também deviam ter algum bom senso porque já estamos quase a terminar o ano lectivo e esta greve
afecta e de que maneira os estudantes", afirmou.

A greve, que se iniciou a 3 de Janeiro, esteve suspensa por 30 dias.

Além do aumento salarial, os professores do ensino superior público exigem também melhores condições laborais, pagamento da dívida pública e eleições dos corpos diretivos nas unidades orgânicas da Universidade Agostinho.

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