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Procurador-geral no Huambo refuta acusações de encubrimento de colegas em caso de corrupção


Tribunal Provincial do Huambo

Procurador teria omitido denúncias de corrupção em caso que envolve empresa do antigo Procurador-Geral da província

O administrador do município do Huambo, Victor Tchissingui, detido no passado dia 4 de Dezembro, acusou o procurador Jorge Casimiro Sumbo de omitir acusações de corrupção num processo que envolve o anterior procurador-geral naquela província angolana, Tito Kassule.

Em causa, uma empresa do Kassule teria recebido 90 milhões de kwanzas para a prestação de serviços por parte do Estado, sem nunca fazer o acordado.

Em entrevista à VOA nesta terça-feira, 11, o actual Procurador-Geral, Domingos Joaquim, desclassificou as denúncias.

O magistrado do Ministério Público considerou tratar-se de “manobras de diversão” com o intuito de desviar a atenção da opinião pública e o curso do processo.

Domingos Joaquim acrescentou não existir consistência nas denúncias feitas nas redes sociais que sustente a instauração de um inquérito da alegada omissão de informações incriminatórias ao antigo Procurador-Geral da Republica, Tito Kassule.

"Não há consistência, se assim fosse daria abertura a uma tentativa de instauração de um inquérito. Mas a denúncia não tem qualquer consistência" assegurou o procurador.

Domingos Joaquim confirmou estarem em curso no âmbito do combate à corrupção a investigação de 51 processos de crime de peculato, que envolvem, na sua maioria, empresas e funcionários públicos.

Uma das empresas implicadas é a Socofrin, pertencente ao antigo Procurador-Geral da Republica no Huambo, Tito Kassule, quem teria beneficiado de 90 milhões de kwanzas desviados dos cofres do Estado por orientação própria, segundo o administrador do município do Huambo.

Victor Tchissingui, detido no passado 4 de Dezembro, por indícios de crimes de peculato, quando exerceu o cargo de director do Gabinete de Estudos e Projectos do Governo do Huambo, entre 2011 a 2014, acrescentou que Tito Kassule o teria convencido a submeter a empresa Socofrin para prestação de serviços no apetrechamento de uma escola do segundo ciclo no município do Ucuma.

O dinheiro saiu dos cofres do Estado, mas o serviço nunca foi prestado.

Para o actual Procurador-Geral na província a informação está desprovida de fundamento por não constar dos autos do processo em curso.

Refira-se que da lista de suspeitos nos processos em investigação figuram o administrador municipal do Longonjo, João Raúl, detido em meados do mês de Novembro, o chefe de secção de Execução Orçamental e Contabilidade do Governo do Huambo, Claudino Sicato, e o ex-chefe do Departamento de Administração e Transportes do Governo do Huambo, Constantino César.

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