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Processo contra Filipe Nyusi em Londres pode levar a negociações com a Privinvest


Filipe Nyusi, Presidente moçambicano

Presidente moçambicano tem 30 dias para apresentar a sua defesa contra notificação da empresa envolvida no caso das dívidas ocultas

O Presidente de Moçambique tem menos de 30 dias para apresentar a sua defesa à notificação da empresa com base no Dubai, Privinvest, sobre um processo movido junto do Tribunal Superior de Londres, no âmbito do caso conhecido como "dívidas ocultas".

Processo contra Filipe Nyusi em Londres pode levar a negociações com a Privinvest
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Nyusi ainda não se pronunciou publicamente em relação ao assunto.

Em Maputo, observadores admitem que este processo contra o Presidente possa ser um esforço daquela companhia para evitar que figuras sonantes sejam julgadas.

O jurista Borges Nhamirre conhece profundamente o dossier de Londres e diz que todos os outros réus deste processo deduziram as suas defesas, pelo que que Nyusi vai ter que apresentar também a dele, "sendo esta a primeira coisa a monitorar, depois de ter recebido a notificação da Privinvest".

Nhamirre refere que o antigo estadista moçambicano, Armando Guebuza, vai proceder da mesma maneira porque "está na mesma situação ou ainda pior, tendo em conta os montantes envolvidos, porque em Janeiro de 2021, a Privinvest, explicou que foi Guebuza quem pediu àquela empresa para financiar a Frelimo em 10 milhões de dólares".

Borges Nhamirre sublinha que existe a possibilidade de o Presidente Nyusi ser julgado, mas não põe de lado a hipótese de o assunto ser resolvido de forma amigável.

"Todo este esforço da Privinvest visa forçar o Governo de Moçambique a desistir deste processo e embarcar para a resolução extra-judiciária, para evitar que figuras sonantes sejam julgadas", enfatiza aquele jurista.

Entretanto, o Fórum de Monitoria do Orçamento, uma plataforma da sociedade civil moçambicana, exige que o Presidente Nyusi esclareça tudo o que estiver relacionado com este processo.

Os advogados da Privinvest dizem que as reivindicações da empresa “contra o Presidente Nyusi referem-se a pagamentos feitos em seu benefício, incluindo para financiar a sua campanha eleitoral presidencial em 2014, e dado que ele esteve no centro da criação e subsequente sabotagem dos projectos em Moçambique".

Como a VOA informou na quarta-feira, 27, em nota enviada à imprensa os advogados da Privinvest confirmaram ter notificado Nyusi no passado dia 19 das alegações feitas contra ele num processo movido junto do Tribunal Superior de Londres.

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