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Privatização da Correios de Moçambique deixa trabalhadores em situação de incertezas


Correios de Moçambique, Mozambique post office

Liquidação da empresa vai durar 18 meses

Era das empresas públicas mais representadas no país e hoje, passa para a história, por conta de um decreto do governo que entende que, efetivamente, a Correios de Moçambique, já era.

Privatização da Correios de Moçambique deixa trabalhadores em situação de incertezas
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Adriano Maleiane, Ministro da Economia e Finanças justificou a decisão, dizendo que já era hora de libertar o Estado da responsabilidade do serviço postal e entregar ao privado.

A empresa acompanhou a história do país. Levou e partilhou, através de cartas e encomendas, histórias e notícias, tristes e alegres, de amores e desamores, de um canto para o outro. Depois de passar por transformações de Empresa Estatal para Empresa Pública, parou no tempo e sucumbiu pelo ritmo da tecnologia.

“A empresa não consegui acompanhar as mudanças que se registaram e o seu objecto social está ultrapassado” disse Raimundo Matule, Administrador do Instituto de Gestão do Património do Estado.

A empresa é extinta, deixando cerca de 350 trabalhadores com lágrimas no canto do olho.

“Ficamos todos surpresos com a decisão e estamos todos tristes e sem saber o que fazer e será o nosso destino” disse Elias Chirindza, Secretário do Comité Sindical da Empresa.

Durante ano e meio vai decorrer o processo de liquidação da empresa. A ideia é avaliar o património e as dívidas da empresa, quanto aos trabalhadores.

A VOA sabe que neste momento há, pelo menos, um grupo empresarial alinhado para adquirir o património e dar seguimento ao trabalho da Correios de Moçambique, em outro formato e novos serviços, contudo, as confirmações são remetidas para outras ocasiões.

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