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Privatização da Cabo Verde Airlines "anima" debate político


Sede da Cabo Verde Airlines

Antigo primeiro-ministro Gualberto do Rosário estranha

A privatização da companhia aérea de bandeira de Cabo Verde continua a provocar um forte debate no país, com o Governo a defender a transparência no processo e a oposição a apontar o dedo à falta de informações, bem como alguns agentes económicos.

Privatização da Cabo Verde Airlines "anima" debate político
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No debate sobre o estado da nação realizado na sexta feira, 27, o primeiro-ministro Ulisses Coreia e Silva anunciou o interesse da empresa islandesa, Icelandair, em comprar 51 por cento da Cabo Verde Airlines.

O PAICV, maior partido da oposição, criticou o Governo por este ter submetido o processo de reestruturação e privatização ao segredo absoluto, negando dar quaisquer informações aos cabo-verdianos sobre a gestão e transparência da coisa pública.

Os tambarinas alegam que tudo isso é feito com o claro propósito de desbaratar o valor da companhia para a mesma ser privatizada a preço de banana e, consequentemente, favorecer os amigos e uma empresa estrangeira.

O Executivo desdramatiza críticas e reafirma o compromisso em encontrar a melhor solução para a privatização da Cabo Verde Airlines.

O primeiro-ministro lembra a difícil situação em que a empresa se encontrava mergulhada devido à gestão do antigo Governo do PAICV.

Para além de Icelandair, fala-se do interesse de alguns empresários nacionais na privatização da transportadora aérea do arquipélago.

Nas redes sociais circula uma carta de uma empresa dirigida pelo antigo primeiro-ministro Gualberto do Rosário a manifestar o seu interesse na privatização da Cabo Verde Airlines

Contactado pela VOA, Rosário confirmou que uma empresa presidida por ele manifestou interesse no negócio e disse ser “um processo normal, tal como outros nacionais e estrangeiros também já se posicionaram no mesmo sentido”.

Por seu lado, o economista Agnelo Sanches lamenta a falta de informações sobre o processo da privatização da companhia área nacional.

Ele entende que “todos os cidadãos devem em pé de igualdade conheceros meandrosdo negócio, sob pena de se cometer actos de discriminação em violação das leisdo país”.

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