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Primeiro-ministro são-tomense acusa PR de encobrir pessoas que lesaram o Estado


Jorge Bom Jesus reage à mensagem à Nação de Evaristo de Carvalho

O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, rejeita categoricamente as recentes acusações do Presidente da República, Evaristo Carvalho, contra o Governo, na sequência da prisão do antigo ministro das Finanças, Américo Ramos.

Numa declaração nesta quinta-feira, 11, o também líder do MLSTP-PSD, principal partido da coligação governamental, contra-ataca e acusa Carvalho de tentar encobrir pessoas que lesaram a economia do país com a prática de actos ilícitos, enquanto dirigentes.

As declarações do Presidente, de acordo com o Chefe do Governo, são "a única saída para encobrir actos e responsabilidades de dirigentes que usam indevidamente o erário publico, aumentando a sua riqueza pessoal enquanto o povo continua na miséria".

A comunicação do Presidente da República à nação revela “a orquestração de uma crise com objectivos inconfessáveis”, sublinha Jorge Bom Jesus.

"O Governo que tenho a honra de chefiar tem pautado a sua atuação no respeito escrupuloso dos princípios de separação de poderes, da interdependência das instituições, das garantias e liberdades fundamentais e das demais regras que sustentam o Estado de Direito democrático", defendeu o Chefe do Executivo, que adianta ter esperado ter o Presidente como "um aliado de confiança para salvaguardar os interesses da nação".

Coligação reage

Por seu lado, Arlindo Carvalho, presidente do PCD, outro partido que integra o Executivo, desvaloriza as declarações do Chefe de Estado, quem afirmou que o país vive momentos difíceis e de elevada tensão, após os acontecimentos que resultaram na prisão do ex-ministro das Finanças, Comércio e Economia Azul, Américo Ramos.

No que observadores consideram ser uma reacção aparentemente consertada entre os partidos da coligação governamental, o líder do MDFM-UDD diz não valorizar a necessidade do Presidente da República convocar o Conselho de Estado e o Conselho Superior da Defesa para analisar o que chamou de “tentativa premeditada da ordem constitucional face a alguma acontecimentos registados no país”.

PR critica

Na terça-feira, 9, Evaristo de Carvalho Carvalho, referiu-se a “graves sinais de manifesta deslealdade institucional e de falta de coordenação no seio da equipa governamental, quer por omissão de informações, quer pela prática de actos à revelia de uma concertação” entre os órgãos.

O Presidente da República acrescentou que “vem notando com bastante preocupação, comportamentos, atitudes, decisões e práticas que poem em risco a vida colectiva, a harmonia social e a paz necessária à construção de uma nação pacífica, republicana e respeitadora dos direitos fundamentais de cada cidadão São-tomense e de todos aqueles que escolheram São Tomé e Príncipe para trabalhar e fazer ou refazer as suas vidas”

A reacção do Chefe de Estado seguiu-se à prisão, pela Polícia Judiciária (PJ), do antigo ministro das Finanças, Comércio e Economia Azul, Américo Ramos, e seu actual conselheiro, e do impedimento de viajar ao antigo ministro das Obras Públicas, Carlos Vila Nova, na semana passada.

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