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Presidente são-tomense decide abrir caminho "às novas gerações"


Evaristo Carvalho, Presidente da República de São Tomé e Príncipe

Evaristo Carvalho explica decisão de não se recandidatar com "tempo de passar o testemunho às gerações mais jovens"

No dia em que São Tomé e Príncipe comemora o 46o. aniversário da Independência Nacional, o Presidente da República justificou a sua não recandidatura ao cargo para abrir caminho a gerações mais jovens.

Presidente são-tomense decide abrir caminho "às novas gerações"
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Evaristo Carvalho fez a revelação, pela primeira vez, no seu último discurso como Chefe de Estado na celebração da independência, nesta segunda-feira, 12, no Palácio dos Congressos, sede do Parlamento

"Não me recandidatei, porque entendi que é tempo de passar o testemunho às gerações mais jovens, capazes de imprimir novas dinâmicas [...]" e "provavelmente mais promissoras em termos de energia, dinamismo e criatividade", disse Evaristo Carvalho, que desejou que o “próximo Presidente da República faça mais e melhor, a bem da nação são-tomense".

"É o que espero depois do acto eleitoral de 18 de Julho próximo: que o meu sucessor traga o mesmo empenho e a mesma boa vontade, com mais dinamismo e iniciativas, que traga propostas de grandes remédios para os grandes males de que o país enferma", acrescentou.

Refira-se que esta é a primeira vez que um Presidente são-tomense não concorre a um segundo mandato.

Compra de consciência

Mais de 123 mil eleitores escolhem no domingo o novo Presidente, de um naipe de 19 candidatos.

Fora da corrida presidencial Evaristo Carvalho olha com preocupação para o crescente fenômeno da compra de consciência dos eleitores.

“Explorar a pobreza do cidadão para beneficiar do eu voto é imoral e indecoroso”, lamentou o Presidente da República.

No dia três, do próximo mês de Setembro, Evaristo Carvalho cessa as funções, com a tomada de posse do novo chefe de estado que poderá ser eleito já no próximo domingo ou na segunda volta das eleições presidenciais.

Justiça

Evaristo Carvalho lamentou, no entanto, que mais uma vez o país comemora independência num misto de frustração e esperança em dias melhores.

“País nenhum se desenvolve tendo a sociedade mergulhada numa crise de valores tão profunda. Não iremos longe enquanto persistir a indisciplina, a desunião e a corrupção”, disse Carvalho.

“Sem uma justiça séria não haverá desenvolvimento. Não me cansei de denunciar os atropelos neste sector para não pormos em causa os investimentos privados e a prosperidade do nosso país", afirmou.

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