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Presidente do PAIGC diz que tentativa de assassinato de deputado é "atentado à própria integridade do país"


Domingos Simōes Pereira (arquivo)

O presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) afirmou que a tentativa de assassinado no sábado, 7, contra o deputado e líder da União para a Mudança (UM) é um “atentado à própria integridade do país” e sua “soberania”.

Ao falar a jornalistas na residência do deputado Agnelo Augusto Regala neste domingo, 8, a quel foi prestar solidariedade, Domingos Simões Pereira disse que o atentado confirma "um padrão comportamental de um regime que pretende silenciar todas as vozes que sejam contrárias à intenção de impor a ditadura na Guiné-Bissau”.

Simões Pereira disse não ter dúvidas de que o atentado é consequência do posicionamento do Espaço de Concertação dos Partidos Democráticos, do qual a UM é membro, contra a presença da missão de estabilização da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) o país.

“Acto contínuo a essa conferência de imprensa vários membros do nosso grupo receberam chamadas anónimas, chamadas de ameaças à integridade física dos elementos e à integridade física de familiares dos elementos desse grupo", denunciou o líder da oposição, para quem "a vida na Guiné passou a valer isto”.

De acordo com o antigo primeiro-ministro, qualquer posição contra o regime é motivo para atentados e esta estratégia "faz parte de um todo, da construção de um quadro de medo, de um quadro de resignação popular, no sentido de permitir de que a anarquia, mas anarquia ordenada de cima, possa ser a nova ordem do país.

“Não vamos ter medo, não vamos escondermo-nos, estamos cá, que continuem a disparar, porque um dia o povo vai realmente acordar e perceber que tem de enfrentar este regime e por termo a esta situação”, alertou Domingos Simões Pereira.

O presidente da UM e proprietário da Rádio Bombolom foi atingido “gravemente” num dos pés, precisou uma fonte da família à VOA, indicando que terão sido disparados cerca de cinco tiros em direção ao deputado “que estava sentado no passeio da sua residência”.

“Os disparos foram feitos a partir de uma viatura que passava na rua à frente da sua residência”, disseram outras fontes na capital guineense.

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