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Presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, ganha prémio Mo Ibrahim


Mahamadou Issoufou, Presidente do Niger

Issoufou é o sexto vencedor do prémio que não é concedido há alguns anos devido à falta de um candidato adequado

Mahamadou Issoufou, que deixa o cargo de Presidente do Níger, um país propenso a golpes de Estado, depois de dois mandatos ganhou nesta segunda-feira, 8, o prémio Mo Ibrahim de Excelência na Liderança Africana 2020.

Issoufou recebe o prémio por enfrentar "desafios aparentemente intransponíveis", que vão da pobreza profunda ao jihadismo e à desertificação, segundo declaração do presidente da comissão de prémios, Festus Mogae, que também é ex-Presidente do Botswana.

Issoufou, de 68 anos, deixa o cargo em Abril, após 10 anos na Presidência.

A sua decisão de não se recandidatar após dois mandatos permitiu ao Níger ter a primeira transição democrática entre líderes eleitos desde que se tornou independente da França há mais de 60 anos.

A transferência foi comparada com a de outros países da África Ocidental, onde os Presidentes protagonizaram mudanças constitucionais que lhes permitiram prolongar o seu mandato, muitas vezes à custa de protestos violentos.

O sucessor preferido de Issoufou e braço direito, Mohamed Bazoum, venceu a segunda volta no mês passado, embora os resultados tenham sido contestados pela oposição e a violência na capital Niamey tenha custado duas vidas.

O Prémio Ibrahim de Excelência na Liderança Africana baseia-se nos princípios de um Governo sólido, respeito pelos limites de mandato e eleições democráticas e é atribuído por uma fundação criada pelo magnata das telecomunicações britânico-sudanês Mo Ibrahim, desde 2007.

Issoufou é o sexto vencedor do prémio que não é atribuído há alguns anos devido à falta de um candidato adequado.

Os vencedores anteriores incluem o ex-Presidente moçambicano Joaquim Chissano, em 2007, o ex-Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, em 2011, e o ex-Presidente Nelson Mandela.

Os vencedores recebem 5 milhões de dólares distribuídos ao longo de 10 anos e, em seguida, uma doação vitalícia de 200 mil pelo resto da vida.

Em comunicado no Twitter, Issoufou agradeceu à Fundação Mo Ibrahim e disse considerar o prémio um "incentivo para continuar a pensar e agir para promover os valores democráticos e a boa governação, não só no Níger mas também em África e em todo o mundo".

(AFP)

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