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Presidenciais em São Tomé e Príncipe: Analistas cépticos quanto ao fim da crispação política


Cidade de São Tomé, São Tomé e Príncipe

Analistas são-tomenses não acreditam que a eleição do próximo Presidente da República irá mudar a forma como se tem feito política no arquipélago, apesar de todos candidatos apelarem para o fim do ódio e defenderem a promoção da união.

Em declarações à VOA, Óscar Baía, Liberato Moniz e Olívio Diego dizem que se o vencedor destas eleições for oriundo de uma área de influência do actual Governo aquele objectivo poderá ser mais uma vez adiado.

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“Sem coabitação política e sem o respeito pelos poderes de cada órgão de soberania não haverá coesão social em São Tomé e Príncipe e o desenvolvimento estará comprometido”, afirma Óscar Baía, sublinhando que o próximo Chefe de Estado tem que ter a capacidade para aliviar o clima de ódio e tensão política que tem marcado a sociedade.

Entretanto, para Liberato Moniz "isto só será possível com um Presidente da República capaz de fazer com que os actores políticos respeitem as diferenças ideológicas de cada um e ponham fim à perseguição dos opositores".

Outro analista, Olívio Diego, não afasta, no entanto, a hipótese de uma crise política depois dessas eleições presidenciais.

“Se o candidato eleito for um dos independentes ou da família dos partidos da oposição ele pode provocar uma crise e deixar cair este Governo”, conclui Diogo.

Mais de 123 mil eleitores vão às urnas no dia 18 para escolher o sucessor de Evaristo Carvalho que não concorre a um segundo mandato, o que acontece pela primeira vez.

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