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Presidência e diplomacia são-tomense apontam responsabilidades nos protestos violentos


Evaristo de Carvalho convoca Conselho da República

A Presidência da República de São Tomé e Príncipe e a ministra são-tomense dos Negócios Estrangeiros, Elsa Pinto, reagiram nesta sexta feira, 18, aos acontecimentos da última quarta feira, em que centenas de pessoas saíram à rua para exigir o repatriamento de um pastor são-tomense da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), detido na Costa do Marfim, supostamente por ter denigrido a imagem da referida igreja.

Elsa Pinto disse que “pessoas outras quiseram usurpar” as competências do seu Ministério nos expedientes visando o regresso do pastor e acusou a jurista e sdvogada Celiza Deus Lima, de ter instigado o vandalismo de que foram vítima os tempos da UURD no país.

“Lamentavelmente pessoas outras quiseram possivelmente usurpar as funções do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e sobretudo com discursos incendiários, não querendo sequer respeitar os princípios que têm a ver com as práticas diplomáticas”, disse a ministra, ao referir-se aos experientes desencadeados pela Assembleia Nacional com vista aà libertação e regresso do pastor são-tomense preso na Costa de Marfim.

A ministra dos Negócios Estrangeiros disse também que Celiza Deus Lima é uma das pessoas que instigou o vandalismo, que resultou numa morte.

“Incitar como incitou, até hoje ao ponto de levar os são-tomenses a queimar igrejas, a senhora Celiza Deus Lima é um rosto desta revolta e tem que assumir as suas consequências”, sublinhou.

Elsa Pinto revelou que, acordo com as informações do seu homólogo costa-marfinense, o cidadão são-tomense encontra-se vivo a cumprir pena de prisão no país por crime de difamação através das redes sociais, num processo movido por seus colegas pastores que já iniciaram um novo processo de retirada da queixa.

Por seu lado, num comunicado na voz da sua assessora para a Comunicação Social, Hélia Fernandes, a Presidência da República considera que o clima de tensão social no país é resultado de uma política de” intolerância, divisão e exclusão de pessoas ou grupos, em função da sua filiação ou simpatia partidária, de causas que defende, ou de opiniões que emite”.

“Esse clima de intolerância e de rejeição do outro é generalizado. Envolve instâncias do Poder, da Administração e da Sociedade em geral. Contam, acima de tudo, os interesses pessoais, de grupos ou partidários, em detrimento dos interesses do País, e do povo como um todo” diz a nota da Presidência da Rpública.

“Isso é só para mim, para a minha família, os meus amigos e o meu partido. Os outros não têm direito a nada”, continua a Presidência da República, para a qualesta é a lógica que se instalou no país, “numa perversão total da convivência pacífica e harmoniosa entre os cidadãos e dos princípios determinados pela razão e pela moralidade”.

A Presidência vai mais longe e atribui responsabilidades ao Governo face aos tumultos que resultaram na morte de um adolescente e exige um inquérito exaustivo e imparcial e célere, sobre todas as ocorrências.

“O Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades tem responsabilidades próprias que não podem ser assumidas por outras instituições do Estado. Por lei, é a esse Ministério que compete fazer diligências junto de outros estados, para a obtenção de informações sobre cidadãos santomenses no exterior”, sublinha o comunicado.

O Presidente da República, Evaristo Carvalho convocou para amanhã, 19, o Conselho Superior da Defesa Nacional para debater o clima de instabilidade que se vive em São Tomé e Príncipe.

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