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Embaló promete Governo na próxima semana e autoridade máxima militar reitera tentativa de golpe de Estado


Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, chega ao aeroporto de Pulkovo, para a cimeira Rússia-África em São Petersburgo. 26 julho 2023
Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, chega ao aeroporto de Pulkovo, para a cimeira Rússia-África em São Petersburgo. 26 julho 2023

O Presidente da Guiné-Bissau vai anunciar na próxima semana o Governo que vai gerir o país até as próximas eleições que devem realizar-se em menos de 90 dias.

No dia 4, Umaro Sissoco Embaló dissolveu o Parlamento por alegada tentativa de golpe de Estado, que suspostamente se seguiria à libertação pela Guarda Nacional do ministro das Finanças e Economia, Suleimane Seide, e do secretário de Estado das Finanças, António Monteiro, quando homens armados daquela força entraram na sede da Polícia Judiciária, onde se encontravam os dois governantes.

“Houve uma tentativa de golpe de Estado, mas na guerra quem se render não pode ser violentado e isso não pode fazer parte de nós”, disse o Presidente na quarta-feira, 6, ao visitar o Ministério do Interior.

Ele concluiu que “a Guiné-Bissau não pode parar, até à próxima semana vai haver um novo Governo e toda a gente tem de ir trabalhar”.

Também ontem, o Chefe de Estado Maior-General das Forças Armadas corroborou a tese do Presidente ao apresentar armas que, segundo o general Biague Na Ntan, seriam usadas num suposto golpe de Estado, que, no entanto, visava libertar as dezenas de civis e militares detidos a 1 de fevereiro de 2022, também acusados de envolvimento num suposto golpe.

“O plano deles era tomar de assalto o quartel do exército e avançar para a libertação dos detidos do caso 1 de fevereiro. Isso não é um golpe?”, questionou Na Ntan, ao apresentar cerca de 200 armas ligeiras do exército, que, segundo elem na sua maioria, foram capturados “na casa, em Bissau, e na aldeia de Vítor Tchongo”, comandante da Guarda Nacional, corporação que Biague Na Ntan acusa de ter tentado dar o golpe de Estado.

"Guiné-Bissau vai passar por dias difíceis e pode haver caça às bruxas"
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A dissolução do Parlamento, que continua a ser rejeitada pelo presidente da Assembleia Nacional Popular, Domingos Simões Pereira, que a considera anticonsitucional, coloca a Guiné-Bissau em mais uma crise política, como tem acontecido desde 2014, com nenhum Governo a terminar o seu mandado.

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