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PR moçambicano procura "experiência" e contactos em fórum de exportadores de gás em Doha


Vista aérea do campo de gás natural liquefeito em Afungi, Moçambique

Especialista diz esperar que o Governo possa tirar proveito do Fórum dos Países Exportadores de Gás e que não seja apenas para "comer, dormir, sentar e tirar fotografias”.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, participa hoje, 21, e amanha, em Doha, no Qatar, no Fórum dos Países Exportadores de Gás (GECF), uma organização que congrega alguns dos principais países produtores e exportadores de gás natural.

Para o presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Petróleo, Carlos Zacarias, o país vai apresentar as suas potencialidades e colher experiências para acelerar os projectos de exploração de gás na Bacia do Rovuma.

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“Neste momento estamos a ter interação com várias companhias que estão na Europa, América e na Ásia esperamos que no final tenhamos uma boa receptividade” dos projectos de exploração de gás em carteira, disse Carlos Zacarias, Presidente do INP.

Para a pesquisadora e analista Fátima Mimbire, esta é uma boa oportunidade para que o país possa adquirir experiências sobre como explorar estes recursos de forma sustentável.

“Moçambique tem muito a aprender dos países que já estão a explorar o gás natural, tem muito a aprender daquilo que são as tendências do negócio do gás natural, como sabe pela localização das nossas reservas do gás naturais há muita tecnologia que é necessária e num contexto da transição energética há muitas experiências que devem ser partilhadas”, afirmou Mimbire.

A questão da insegurança que se assiste na região de Cabo Delgado tem atrasado muitos investimentos, sendo esta uma oportunidade para o país mostrar que está em condições para receber novos projectos de tamanha envergadura.

“Garantidas questões de segurança a Exxon Mobil e as outras concessionárias estarão certamente a trabalhar em Moçambique, aliás devo aqui dizer que no Projecto Coral South Floating LNG faz ir-te da MRV que é concessionária”, revelou Carlos Zacarias.

Por seu turno, Fátima Mimbire é de opinião que quanto à segurança, esta “é uma oportunidade com a qual Moçambique pode granjear simpatia e apoio internacional e até um alerta para outros países sobre os riscos que podem ocorrer associados à exploração de recursos, sem contar ou descurar, obviamente, que as razões por detrás do terrorismo em Cabo Delgado elas tem que ser vistas de uma forma mais ampla não só do ponto de vista da exploração do gás natural”.

A gestão independente dos recursos rumo ao desenvolvimento sustentável, eficiente e ambientalmente consciente, assim como o uso criterioso e conservação dos recursos de gás natural para o benefício de seus povos, são alguns dos temas a serem abordados neste fórum.

“Espero que Moçambique possa aprender dos seus pares como é que se pode maximizar os ganhos financeiros ou fiscais provenientes das exploração do gás natural para promover o desenvolvimento, penso que o próprio Qatar há-de ter muito a ensinar Moçambique e espero que não seja uma participação de comer, dormir, sentar e tirar fotografias”, concluiu Fátima Mimbire.

Filipe Nyusi é acompanhado em Doha pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Ernesto Max Tonela, quadros da Presidência da República e dirigentes de outras instituições do Estado.

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