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PR guineense responde a Braima Camará e diz que o país não é um "partido-Estado"


Presidente guineense Umaro Sissoco Embaló no Palácio do Eliseu em Paris, 11 de Novembro 2021. França

Coordenador do Madem-G15 disse ter apontado o actual Presidente como candidato e criticou tentativa de golpe e ataques a jornalistas e activistas

O Presidente da Guiné-Bissau afirmou que o Estado está em primeiro lugar e que não se deve confundir o país com um “partido-Estado”, ao responder a posicionamentos recentes do coordenador do Movimento para a Alternância Democrática da Guiné-Bissau (MADEM-G15), partido de que foi um dos fundadores, Braima Camará.

Questionado por jornalistas após ter visitado nesta terça-feira, 21, o Centro de Instrução Militar de Cumeré sobre as afirmações de Camará no sábado, 18, após regressar ao país de onde esteve ausente por 10 meses, Umaro Sissoco Embaló afirmou não ter qualquer problema com ele, um dos seus principais apoiantes, mas lembrou que “o Presidente da República está acima dos partidos políticos".

Ele lembrou, na ocasião, ser um dos fundadores do Madem-G15, partido formado por antigos dirigentes e militantes do PAIGC, e que "muitas pessoas" o apoiaram na campanha.

“O presidente do Madem não é colega do Presidente da República, isso é a primeira, e a segunda é que presidente do Madem, é como o presidente do PAIGC, do PRS ou de qualquer outro partido”, acrecentou Embaló, sublinhando que "a Guiné-Bissau tem regras e o Estado está acima dos partidos políticos".

Braima Camará diz que escolheu Embaló para candidato

No sábado, após o regresso ao país e ante uma multidão que o acolheu no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, Braima Camará criticou a tentativa de golpe de Estado de 1 de Fevereiro, "que envergonhou o país" e também os ataques a jornalistas e activistas, bem como contra o deputado Agnelo Regala, presidente da União para a Mudança.

“O Presidente da República, General Umaro Sissoco Embaló, tem hoje muitos amigos e irmãos. No dia em que o escolhi, dizendo-lhe que seria o candidato do partido às eleições presidenciais ficamos a sós. Este partido que o levou para a segunda volta, infelizmente as pessoas que não queriam ver seu nome figurar na lista de candidatos internos, são eles hoje que estão a dizer que vão apoiá-lo para fazer o segundo mandato, mas isso é intriga. Na democracia, se lhe for confiado o poder, primeiramente tem que desempenhar bem essa função para depois ir para a segunda fase com a avaliação do povo”, notou Camará já frente à sede do partido.

Ele reiterou que a Guiné-Bissau tem que ser um Estado de direito democrático e que "ninguém deve ter medo de expressar a sua opinião, na base do respeito ao Estado, mas deve ser dito a verdade de uma forma humilde”.

Ontem, o Ministério do Interior desarmou a segurança de Camará.

O Madem-G15, o segundo partido mais votado em 2019, vai realizar o seu congresso em breve e Braima Camará deve concorrer à sua própria sucessão, mas observadores dizem que pode haver mais candidatos, mais próximos ao Presidente da República.

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