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População moçambicana não sente o impacto do crescimento da economia


Feira de Moatize, Tete, Moçambique

"Quando o Governo diz que os preços estão a baixar, isso é mentira, porque nós não sentimos nada", afirma pai de quatro filhos.

Analistas dizem que a redução da inflação e o crecimento económico defendidos pelo Governo serve apenas para criar novas expectativas, porque a maioria da população não sente o benefício disso.

O Banco de Moçambique e o Instituto Nacional de Estatísticas falam numa redução da inflação, encontrando-se agora, a média, a 12 meses, em 4,31 por cento, uma descida relativamente a 5,04 por cento em Agosto.

Mas, de um modo geral, o sentimento é que se há redução, as pessoas, sobretudo as mais desfavorecidas, não sentem isso no seu dia-a-dia.

"Quando o Governo diz que os preços estão a baixar, isso é mentira, porque nós não sentimos nada", disse Pedro António, fotógrafo, casado e pai de quatro filhos.

Para Jorge Nhantumbo, 27 anos, casado e pai de dois filhos, "os preços de bens essenciais não estão a baixar, e sendo Moçambique importador de quase todos os produtos de primeira necessidade, a inflação acaba agravando a situação da pobreza no país".

De igual modo, o jovem professor Inocêncio Domingos Filipe acha que o discurso de que a inflação está a baixar visa criar novas expectativas nas pessoas.

Na sua opinião, são coisas que se dizem "mas que não têm qualquer fundamento, e muitas vezes não passam de propaganda política".

Acompanhe a reportagem:

População não sente o impacto do crescimento da economia
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