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Políticos brasileiros condenam atentado contra candidato presidencial e pedem justiça


Momento em que Jair Bolsonaro é atacado

Atentado contra Jair Bolsonaro é destaque na imprensa mundial

O Presidente brasileiro condenou o ataque à faca contra o candidato presidencial Jair Bolsonaro, nesta quinta-feira, 6, por ser um atentado contra o Estado Democrático e de Direito e pediu a actuação “exemplar” das autoridades para responsabilizar o autor ou autores do incidente.

Da mesma forma, as presidentes do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia e do Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber, criticaram a violência e pediram uma investigação.

Os candidatos à presidência nas eleições de Outubro exigiram também uma investigação e defenderam que a disputa se dê no campo de ideias e nas urnas.

“A violência contra o candidato Jair Bolsonaro é inadmissível e configura um duplo atentado: contra a sua integridade física e contra a democracia. Neste momento difícil que atravessa o Brasil, é preciso zelar com rigor pela defesa da vida humana e pela defesa da vida democrática e institucional do nosso País. Este atentado deve ser investigado e punido com todo rigor”, disse Marina Silva, da Rede.

Ciro Gomes, do PDT, solidarizou-se com o seu opositor e exigiu “que as autoridades identifiquem e punam o ou os responsáveis por esta barbárie”.

“Esperamos que o candidato se recupere rapidamente”, reagiu Geraldo Alckmin, do PSDB, porque, acrescentou, que “política se faz com diálogo e convencimento, jamais com ódio (…) e qualquer acto de violência é deplorável”.

O vice-candidato do PT, Fernando Haddad”, que deve assumir o lugar de Lula da Silva, também repudiou “totalmente qualquer acto de violência” e desejou “pronto restabelecimento a Jair Bolsonaro”.

Por seu turno, Álvaro Dias, do Podemos, afirmou repudiar “todo e qualquer acto de violência, que nunca deve ser estimulada”.

Repercussão internacional

A notícia do atentado contra o candidato Jair Bolsonaro foi destaque na imprensa internacional.

Aqui nos Estados Unidos, o “The New York Times” ressaltou que Bolsonaro “é amplamente desprezado por muitos brasileiros que o consideram sexista, racista e homofóbico”. E lembrou o facto de que ele é “um político de extrema direita”, que prometeu restaurar a ordem em um país que sofre com o aumento da violência”.

O “Washington Post” destacou o atentado que “usa uma plataforma resistente ao crime e defendeu restrições mais brandas à posse de armas no Brasil”.

Por seu lado, a agência especializada em informação financeira Bloomberg escreveu que “declarações sobre mulheres, minorias e pessoas LGBT repeliram alguns brasileiros, mas atraíram muitos outros”, e ressaltou que o mercado reagiu após a notícia, causando uma elevação nas acções e moeda brasileira.

Na Espanha, o “El Pais” ressaltou que “o candidato com mais intenção de voto e com mais rejeição entre o eleitorado foi atacado num acto de campanha”.

A rede “BBC” chamou Bolsonaro de “político polémico” e afirmou que ele “tem indignado muitos no Brasil com comentários racistas e homofóbicos”, enquanto o francês “Le Monde” escreveu que “o grande admirador da ditadura militar e considerado racista, misógino e homofóbico” foi ferido “com faca enquanto fazia campanha”.

Na Itália, o “Corriere della Sera” também deu destaque à agressão contra o “candidato de extrema direita que lidera as pesquisas para as próximas eleições de 7 de Outubro”, enquanto o argentino “Clarín” escreveu na capa que “o acontecimento gerou comoção”.

O atentado

Jair Bolsonaro foi esfaqueado na tarde desta quinta-feira, enquanto fazia campanha em Juiz de Fora, no Estado de Minas Gerais.

O autor do atentado foi Adélio Bispo de Oliveira, de Montes Claros, interior do Estado, que foi detido pela polícia.

Ele confessou o crime e disse que foi Deus quem lhe disse que atentasse contra Bolsonaro.

O candidato foi operado durante quatro horas e encontra-se em estado grave, mas estável.

Os médicos disseram que ele deverá ficar entre sete e 10 dias no hospital.

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