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Política habitacional em Angola: Sem teto invadem apartamentos "abandonados"


Imagem de arquivo

Autoridades angolanas estão a fazer recurso da força policial para desalojar invasores de apartamentos desocupados há vários anos.

Para falar sobre o assunto ouvimos o morador Paulo Jorge, o advogado Jeovete Domingos, o Bispo de Cabinda, Dom Belmiro Tchissengueti e o coordenador da Associação SOS Habitat, André Augusto.

Ausência de política habitacional em Angola causa conflitos de sem teto
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O défice da política habitacional do governo angolana continua favorável ao fomento de conflitos entre as populações sem teto, estimulando igualmente um clima de hostilidades por falta de competência dos gestores deste sector, dizem os analistas.
Vem isto a propósito do litígio que envolve mais de quatrocentas famílias e as autoridades judiciais da província do Bengo, por causa da invasão de oitenta apartamentos da centralidade do Capari.
As famílias acusadas defendem que o governo angolano mandou construir a referida centralidade, mas os apartamentos continuam abandonados e sem uma definição do que se pretende com a referida cidade.

O Fundo de Fomento Habitacional, que é o dono das centralidades em Angola apresentou queixa ao Ministério Público e acusa as famílias de ocupação ilegal dos apartamentos.

Há cerca de três meses, 150 residências desocupadas há mais de sete anos, na centralidade do Capari, foram invadidas por cidadãos oriundos de Luanda e Bengo.

Outros dados revelam que cerca de 80% das casas do projeto habitacional da Marconi, no Distrito Urbano do Hoji Ya Henda no município do Cazenga, estão completamente desabitadas.

Apesar da boa vontade das autoridades angolanas, ainda assim, o processo de comercialização das habitações nunca foi o mais justo e transparente.

O sector imobiliário no pais vive uma grave crise depois de vários investimentos realizados sem, contudo beneficiar do retorno esperado a partir do financiamento da banca comercial.

O morador Paulo Jorge justifica a sua condição de invasor e acrescenta que as famílias nesta condição vivem momentos difíceis e o governo tem casas abandonadas há vários anos.

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