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Polícia reprime manifestações de estudantes na Guiné-Bissau


Governo continua sem responder às reivindicações dos sindicatos

Eles protestaram em Bissau contra o atraso no início do ano lectivo

A polícia da Guiné-Bissau carregou nesta quinta-feira, 8, contra alunos das escolas públicas que se manifestavam contra o atraso no início das aulas, que tecnicamente arrancou em Outubro.

O atraso deve-se às sucessivas greves de três sindicatos do sector do ensino (SINAPROF, SIESE e SINDEPROF), que exigem o pagamento de salários em atraso aos professores contratados, novos ingressos e aplicação do diploma de carreira docente.

O Governo não conseguiu atender as reivindicações, condicionando, assim, o início prático do novo ano lectivo, e, em consequência, obrigou os alunos a saírem as ruas para exigir a abertura das salas de aulas.

“Chegamos aqui as às 6 horas de madrugada e vimos os agentes desde e aeroporto até aqui no nosso local de concertação”, disse uma das manifestantes.

A actuação da polícia resultou em alguns feridos e detenções.

Gueri Gomes, presidente da Rede Nacional das Associações Juvenis disse ter-se assistido a “um acto de covardia, da parte dos agentes da força de ordem, contra um grupo de jovens, que reclamam o direito à educação”.

Ainda sem uma reacção por parte da força de ordem ou do Ministério da Educação Nacional, os promotores da manifestação não desarmam e prometem voltar às ruas para exigir o início das aulas nas escolas públicas.

“Se eles pensam que vamos retirar desta luta estão muito enganados estamos nisso com muita convicção de determinação”, disse outro manifestante, reforçando a promessa de diferentes associações estudantis.

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