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Polícia guineense detém responsáveis de saúde no caso 100 milhões de francos FCA


Guiné Bissau Covid-19 vaccine

Verba teria sido transferida de centros de saúde da região de Bafatá para o Ministério da Saúde

A Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau deteve nesta segunda-feira, 19, três dirigentes do Ministério da Saúde Pública, na sequência da investigação em curso em torno do caso chamado de 100 milhões de francos CFA.

O valor terá sido retirado das contas bancárias de centros de saúde da região de Bafatá, o que provocou já uma forte reacção de organizações socio-profissionais do sector, como Sindicato Nacional dos Enfermeiros, Técnicos de Saúde e Afins, Sindicato de Quadros Superiores de Saúde, Ordem dos Farmacêuticos e Técnicos e Ordem dos Enfermeiros da Guiné-Bissau.

Em nota divulgada hoje, elas disseram “encorajar os responsáveis (dos hospitais e centros de saúde) perante das medidas ou exigências anunciadas para reposição dos valores em causa, "condenar e responsabilizar o Ministério da Saúde pelo levantamento indevido, solicitar a intervenção da entidade pública competence para a fiscalização dos fundos públicos (tribunal de contas) e encorajar o trabalho da Polícia Judiciária e do Ministério Público no apuramento dos factos para a responsabilização”.

Ao que a VOA apurou, entre os detidos estão o administrador dos Serviços de Saúde para região de Bafatá, Osvaldo Fiaré, o director geral de Administração e Estabelecimento em Saúde, Silvino Braba, e o director Administrativo e Financeiro (DAF) do Ministério da Saúde Pública, Samba Baldé.

As verbas destinavam-se a um projecto de cooperação para reforço de assistência nos centros de saúde a mulheres e crianças.

Na sexta-feira, 16, o Ministério da Saúde tinha dito que a transferência tratou-se de "acto administrativo legal" e que a verba foi transferida “a título devolutivo”.

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