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Polícia angolana reprime manifestações em Luanda


Polícia usa gás lacrimonégo para dispersar manifestantes em Luanda, Angola

Activistas Nito Alves e Laurinda Gouveia entre os muitos feridos

A Polícia Nacional (PN) de Angola reprimiu vários grupos que pretendiam avançar, a partir de diferentes bairros em Luanda, para uma manifestação contra o desemprego e a a favor da realização das eleições autárquicas em 2021, nesta quarta-feira, 11, dia em que se assinala o 45º aniversário da independência nacional.

Manifestação em Luanda termina com violência - 1:18
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Com um sol ardente, a efeméride está a ser celebrada com uma chuva de protestos de milhares de jovens que, entretanto, foram reprimidos pela PN com gás lacrimogéneo.

Os agentes bloquearam as imediações da Fábrica de Tabacos Unificados (FTU) e da Avenida Brasil que dão acesso ao Largo da Independência, onde os manifestantes pretendiam concentrar-se.

Polícia e manifestante em Luanda
Polícia e manifestante em Luanda

Há relatos de vários feridos, entre eles os conhecidos activistas Nito Alves e Laurinda Gouveia, que terão sido espancados pelos agentes da PN.

Em declarações à VOA, o activista Mutu Moxi lamentou a brutalidade da PN: “Péssima actuação da polícia, o Nito Alves foi brutalmente espancado, eu espero que ele saia bem dessa porque eu estou disposto a morrer por ele” disse.

David Manuel, outro activista, garante que os protestos vão continuar.

“Estamos a exigir o nosso direito, e não é so por estarmos a protestar hoje que Angola acabou, nós não temos armas, não temos nada”, afirma.

Em vários bairros de Luanda e arredores, os manifestantes, entre eles vários conhecidos activistas, esconderam-se para evitar o que chamam de “caçada” da PN, mas prometem sair num determinado momento e ler o manifesto preparado para as manifestações.

Os promotores começam a apelar às pessoas que regressem à casa para evitar mortos.

Há informações não confirmadas da existência de um morto.

A PN promete pronunciar-se mais tarde.

Polícia angolana bloqueia acesso a local de protesto em Luanda
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