Links de Acesso

Imprensa: Poder público numa relação de amor e ódio com jornalistas moçambicanos


Jornalistas moçambicanos

Mais um ano e mais problemas para a imprensa, no que à liberdade diz respeito. É assim que, regra geral, os actores avaliam o ano 2020, durante o qual exemplos de casos extremos não faltaram.

Poder público numa relação de amor e ódio com a imprensa moçambicana, avaliam profissionais
please wait

No media source currently available

0:00 0:02:58 0:00

“O ano de 2020 foi um ano mau para a comunicação social”, diz Ernesto Nhanala, Secretário Executivo do MISA-Moçambique.

Nhanala elabora: “Tivemos casos que, qualitativamente, impactaram muito na liberdade de imprensa, a começar pelo incêndio ao jornal Canal de Moçambique, que foi o ponto mais alto; contudo, não podemos nos esquecer do desaparecimento do jornalista Ibrahimo Mbaruco, que até hoje não se sabe do seu paradeiro”.

O Conselho Superior da Comunicação Social (CSCS) aponta os ataques armados em Cabo Delgado e no centro do país, como factores que agudizaram a situação.

Tomás Vieira Mário, presidente daquele órgão de disciplina e consulta para assegurar a independência dos órgãos de comunicação social, diz que as duas situações geraram uma espécie de nervosismo em alguns órgão do Estado, o que acabou afectando as liberdades, nomeadamente de imprensa.

Por seu turno, a Ordem do Advogados de Moçambique, considera que, em termos teóricos, Moçambique até tem um quadro legal favorável, contudo, na prática, 2020 voltou a mostrar uma relação de amor e ódio entre a imprensa e o poder público, e alinha na posição do CSCS de que os conflitos em Cabo Delgado e na zona centro são factores que contribuem para a situação.

Na sua mensagem de ocasião, o presidente moçambicano, Filipe Nyusi, tenta acalmar as águas e garante que há compromisso com um ambiente melhor.

Fórum Facebook

XS
SM
MD
LG