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Pobreza leva a aumento de casos de má nutrição infantil em Malanje


Crianças “chegam sem roupa, sem alimentação, sem nada”

O elevado índice de pobreza das famílias na província de Malanje afecta centenas de crianças que todos os anos têm que ser assistidas no Hospital Provincial Materno Infantil sofrendo de má-nutrição.

Pobreza causa sub-nutrição de crianças em Malanje – 2:54
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Os municípios com muitas ocorrências de má-nutrição são os de Malanje, Calandula, Cangandala, Kiwaba-Nzoji e Mucari.

A chefe de seção de nutrição do Hospital Provincial Materno Infantil local,Claudete Umbumba, fez notar a pobreza dessas crianças afirmando que “são crianças carentes ... vêem às vezes sem nada, nem roupa, nem alimentação, nem valores [dinheiro] para poder fazer tudo que nós pedimos”.

Claudete Umbumba chefe de Nutrição no Hospital Materno Infantil
Claudete Umbumba chefe de Nutrição no Hospital Materno Infantil

Umumba disse que muitas vezes as famílias não têm os meios paracomprar medicamentos necessários “mas nós temos que fazer esforçode ajudar, pedimos à farmácia que nos abastece e assim medicamos essas crianças”.

Segundo as estatísticas do hospital quatro a cinco crianças menores de oito anos de idade desnutridas são assistidas todos os dias na sala de nutrição do hospital

O supervisor do programa provincial de nutrição do departamento de saúde pública e controlo de endemias do Gabinete Provincial da Saúde, Pedro Botelho da Gama, confirmou a morte de quatro crianças malnutridas em 2020, menos quatro comparativamente ao igual período do ano anterior.

Pedro da Gama, supervisor provincial da nutrição em Malanje
Pedro da Gama, supervisor provincial da nutrição em Malanje

O ano passado registaram-se no hospital 432 casos com quatro óbitos um aumento de casos em relação a 2019 quando se registaram 342 casos mas uma diminuição no número de mortes já que em 2019 se registaramoito óitos pela mesma causa.

O stock dos suplementos F75 e F100 terminou e a unidade foi obrigada a substituir com outros produtos da cesta básica.

“Mas a direção fez um grande esforço conseguiu comprar alguns produtos que são o leite momo, o açúcar, o óleo e a farinha de milho”, disse Botelho da Gama que disse que “com o leite prepara-se a louá que estamos a dar de momento porque Luanda até agora não enviou os insumos que são o F100 e o F75”.

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