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PM guineense propõe exoneração dos ministros do Interior e da Agricultura


Aristides Gomes afasta envolvidos no caso "Arroz do Povo"

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, propôs ao Presidente da República a exoneração dos ministros do Interior, Edmundo Mendes, e da Agricultura, Nicolau dos Santos, ambos envolvidos no conhecido caso "Arroz do Povo", em que foram desviados 170 toneladas daquele produto oferecido pela China para distribuição aos camponeses em crise.

A carta foi enviada na quarta-feira, 15, e aguarda-se a qualquer momento a decisão de José Mário Vaz.

Na nota a que a VOA teve acesso, a demissão do ministro da Agricultura é justificada pror não ter colaborado com a investigação da Polícia Judiciária, no caso da operação do "Arroz do Povo", "tendo-se recusado inclusivamente a obedecer a ordem de detenção que lhe foi decretada".

"Com base em denúncias, a Polícia Judiciária (PJ) promoveu a abertura de um inquérito com vista ao apuramento de factos, o que culminou com a descoberta do arroz em várias localidades do país, nomeadamente na quinta supostamente pertencente ao ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural", diz Gomes na carta.

Quanto ao ministro do Interior, Edmundo Mendes, o primeiro-ministro acusa-o de ter disponibilizado "forças de intervenção rápida que impediram a execução da ordem de detenção" de Nicolau dos Santos.

"No passado 9 de Maio, pelas 19:00, período legalmente proibido para execução de actos processuais, excepto as diligências permitidas por lei, o ministro do Interior disponibilizou forças de ordem fortemente armadas para proteger o delegado do Ministério Público para arrombamento do armazém do bairro da Penha para retirar arroz armazenado pela PJ e que estava sob custódia", refere a carta.

Essa resistência contou com o apoio do Ministério do Interior, cujos agentes obstruiram a detenção de Nicolau dos Santos, que também é acusado de usar palavras "injuriosas" contra o primeiro-ministro.

A nota, endereçada ao Presidente da República, José Mário Vaz, o chefe do Governo, "assume a gestão temporária das duas instituições".

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