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PM de Cabo Verde promete investigar denúncia de lavagem de dinheiro


Ulisses Correia e Silva

País é citado no relatório sobre paraísos fiscais na África Ocidental do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação

O primeiro-ministro de Cabo Verde garantiu que as autoridades vão investigar o italiano empresário em São Vicente, citado no escândalo de contas secretas em offshore da Suíça (SuissLeaks).

Ulisses Correia e Silva reagia assim ao relatório do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (CIJI) divulgado na quarta-feira, 23, sobre paraísos fiscais na África Ocidental e no qual Cabo Verde é citado.

O primeiro-ministro garantiu, ainda, que o arquipélago "não é um paraíso fiscal nem um centro de offshore, e não o avalisa”, mas que combate qualquer operação de branqueamento de capitais e operações ilícitas financeiras.

O italiano Gilberto Pacchiotti, sócio-gerente e dono da “Cabo Verde Importe, Lda”, empresa importadora de géneros alimentícios, situada em Madeiralzinho, São Vicente, é apontado no relatório da SuissLeaks e do CIJI como suspeito de lavagem de capitais.

Os documentos mostraram que a empresa “Cabo Verde Importe, Lda” foi criada com um capital social inicial de 8 milhões de escudos,dos quais 95 por cento pertencem a Gilberto Pacchiotti.

O SuissLeaks apontou o empresário como responsável que fez com que Cabo Verde aparecesse na origem dos mais de dois milhões de dólares numa conta offshore, quando até ao momento não é conhecida actividade no país que justifique tal montante numa conta offshore, ficando a pergunta sobre de onde vem tanto dinheiro.

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