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PGR diz que funcionário morto não investigava crimes financeiros


Greve na Procuradoria-Geral da República, Luanda, Angola

Familiares falam em queima de arquivo

A Procuradoria Geral da República (PGR) de Angola informou em comunicado nesta terça-feira, 10, que o seu funcionário Lucas Chissolucombe Chivukuvuku, encontrado morto na morgue do Hospital Josina Machel, não tinha responsabilidade especifica para investigar crimes ou capacidade para determinar restrição de movimentação financeira, como alegaram os familiares.

I(nvestigador da PGR encontrado morto não tinha processos em mãos - 1:27
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Numa nota de condolências, a PGR lamenta a morte de Lucas Chissolucombe Chivukuvuku e assegura que tudo fará para esclarecer as razões que provocaram a sua morte.

Os familiares dizem que vão se pronunciar sobre este assunto em breve porque de momento estão a preparar o funeral.

Lucas Chissolucombe Chivukuvuku exercia as funções de oficial de diligência da PGR junto do Departamento de Crimes Económicos do Serviço de Investigação Criminal, em Luanda, e, segundo a Procuradoria, entre as funções não incluíam responsabilidades especificas para a investigação de crimes, nem tinha competências para determinar a restrição de movimentos financeiros pelo que “não serve a presunção de que não a morte fosse por motivação, uma eventual perseguição por razões profissionais”.

Familiares acusam

Abel Chivukuvuku, tio do funcionário morto
Abel Chivukuvuku, tio do funcionário morto

Entretanto, familiares falaram em queima de arquivo depois de a polícia ter dito que a morte resultou do capotamento do carro em que o funcionário seguia.

Médicos legistas fizeram autópsia ao corpo de Chivukuvuku no Hospital Josina Machel, na presença dos seus familiares, tendo, segundo o tio dele Abel Chivukuvuku colocado de parte a hipótese avançada pela Polícia Nacional.

"Eles (médicos legistas) disseram que não é possível aquelas lesões analisadas no cadáver terem sido causadas por um capotamento, enquanto as declarações da polícia são aldrabices”, avançou Chivukuvuku lamentando que a polícia não esteja ao serviço dos cidadãos “mas ao serviço do regime"

Chivukuvuku considera que Lucas Chissolucombe foi vítima do trabalho que realizava na PGR para desmascarar crimes económicos e financeiros.

"Ele era um investigador da PGR e tinha processos sensíveis sob sua responsabilidade, foi sendo ameaçado ao longo do tempo com tentativas de suborno e isto levou a sua morte, alguns dos seus colegas do SIC foram encontrados com o telefone da vítima no aeroporto no sábado, penso que houve tentativa de apagar evidências também e temos informações de que um jeep foi à casa dele na quinta à noite provavelmente o assassinar “, denuncia Abul Chivukuvuku que prometeu entregar os nomes das pessoas à PGR.

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