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PGR adia audições dos generais "Dino" e "Kopelipa"


General Hélder Vieira Dias Júnior "Kopelipa"

A Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola informou ter adiado para os dias 13 e 14 as audições aos generais Leopoldino do Nascimento "Dino" e Hélder Vieira Dias Júnior "Kopelipa", inicialmente marcadas para esta terça-feira, 6, como a VOA referiu na semana passada.

Kopelipa e Dino adiam interrogatório – 1:43
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Álvaro João Porta-voz da PGR, sem gravar entrevista, disse a Voz da América que a pedido dos mesmos o interrogatório marcado para esta terça-feira, 6, pela Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP), da Procuradoria-Geral da República (PGR), foi adiado para os dias 13 e 14 deste mês

Na semana passada, o Jornal de Angola revelou que “Dino” e “Kopelipa” foram constituídos arguidos no caso que envolve a construção de imóveis por uma companhia chinesa.

O general "Dino" foi chefe de Comunicações do Presidente José Eduardo dos Santos e o general "Kopelipa" o seu ministro de Estado e chefe da Casa Militar.

Apesar do adiamente o jurista Agostinho Canando disse que com o interrogatório de generais angolanos Leopoldino do Nascimento “Dino” e Hélder Vicente Dias Júnior “Kopelipa” a PGR vai dando sinais de um verdadeiro combate corrupção.

“Se os confrades do actual presidente virem a ser responsabilizados criminalmente a PGR vai dar um sinal de um verdadeiro combate à corrupção”, disse acescentando que “em relação ao Edeltrudes Costa é possivel que esteja a decorrer uma investigação secreta”.

Outro jurista Manuel Pinheiro disse no entanto recear que a PGR venha a instruir mal os processos para reduzir a gravidade dos crimes cometidos.

Pinheiro entende que os tribunais tem minimizado as penas de criminosos de colarinho branco porque na sua opinião “as penas contra os envolvidos neste crimes tem sido muito brandas” disse.

Os dois oficiais terão beneficiado de contratos assinados coma empresa chinesa no âmbito do extinto Gabinete de Reconstrução Nacional”, concluiu o diário governamental.

Imóveis já tinham sido apreendidos

Em fevereiro deste ano, a PGR apreendeu em Luanda duas torres, com cerca de 25 andares, propriedades da empresa chinesa, de direito angolano, China International Fund (CIF).

Os edifícios denominados “CIF Luanda One” e “CIF Luanda Two” foram confiscados no âmbito da Lei sobre o Repatriamento Coersivo e Perda Alargada de Bens e da Lei Reguladora das Revistas, Buscas e Apreensões.

Uma semana antes, mais de mil imóveis no Zango 0 e Kilamba, construídos com fundos públicos e que estavam na posse de entidades particulares, também foram apreendidos.

Um comunicado da PGR publicado na ocasião indicou que foram apreendidos “24 edifícios, duas creches, dois clubes náuticos, três estaleiros de obra e respetivos terrenos adjacentes, numa área total de 114 hectares localizados na urbanização Vida Pacífica, no distrito urbano do Zango, município de Viana, na província de Luanda e 1108 imóveis inacabados, 31 bases de construção de edifícios, 194 bases para construção de vivendas, um estaleiro e respetivos terrenos adjacentes numa área total de 266 hectares localizados no distrito urbano do Kilamba, Município de Belas, na província de Luanda”.

Na altura, a televisão estatal citou o nome de Leopoldino do Nascimento “Dino” e de “outras altas patentes que lhe são próximas”, como estando entre os suspeitos de serem os “ beneficiários últimos” dos imóveis arrestados pela PGR, avaliados em mais de 500 milhões de dólares.

Na ocasião, o general "Dino" negou ser proprietário de qualquer dos imóveis citados e num comunicado disse que as alegações “não correspondem com a verdade dos fatos e atentam contra os direitos ao bom nome, honra e verdade" dele.

China International Fund

A China International Fund é propriedade quase que total da Dayuan International Development, parte do chamado 88 Quensway Group, sendo 88 Queensway a morada onde estão sediadas as diversas empresas do grupo.

Lo Fong Hung, que foi presidente da CIF, é ou foi também diretora da Sonangol Sinopec International, uma “joint venture” entre as companhias estatais Sinopec da China e Sonangol de Angola.

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