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Perseguição política ditou afastamento de Hélder Mendonça e Alice Mabota, dizem os seus partidos


Alice Mabote numa manifestação pelos direitos humanos em Maputo. Outubro 2013

O Partido Podemos e CAD contestam o afastamento dos seus candidatos presidenciais Hélder Mendonça e Alice Mabota afirmando que tal resulta de perseguição política.

Rejeição de candidaturas
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Esta semana, o Conselho Constitucional (CC) recusou as candidaturas às eleições presidenciais de Mendonça; Alice Mabota, da Coligação Aliança Democrática (CAD); e Eugénio Estevão.

O CC considerou inválidas 4147 assinaturas de um total de 12250 submetidas pela Podemos para sustentar a candidatura de Mendonça, que inicia a sua trajectória política, após ter experimentado sucesso como produtor musical.

Hélder Luis Paulo de Mendonça,
Hélder Luis Paulo de Mendonça,

Abílio Forquilha, da liderança deste partido, diz que as alegações do CC “são meramente políticas (...) , porque conhecendo a perseguição que antecedeu a nossa legalização tivemos todo o cuidado para que os nossos dados e a recolha de assinaturas fossem fiáveis e cumpríssemos escrupulosamente a lei”.

A defensora dos direitos humanos Alice Mabota, primeira mulher candidata presidencial na historia de Moçambique, viu rejeitadas pelo CC 5611 assinaturas, do total de 13160 proponentes, posição que a CAD também rejeita.

João Massango, membro desta coligação, diz que Mabota foi afastada por ter se apresentado como candidata forte.

“Nós não estamos tristes"

“A candidatura de Alice Mabota mexeu com a estrutura do sistema político moçambicano e nas sondagens que foram feitas ela era a provável vencedora”, diz João Massango.

No entanto, continua Massango, “nós não estamos tristes, a própria candidata não está triste com o cenário, pois ela vai ser candidata a governadora da província de Maputo”.

Para o jurista José Machicame, a rejeição destas candidaturas está relacionada com as elevadas exigências do processo que estão aquém de partidos emergentes.

Ele diz que “a logística que se tem que mobilizar para se ter os requisitos normalmente exigidos para a candidatura à Presidência da República é tão pesada” para ser suportada por partidos pequenos.

Machicame explica que no actual cenário, tal logística apenas “está ao alcance de candidatos de máquinas partidárias já conhecidas, que controlem territórios, que tenham acesso a recursos dos Estado, quer por via do poder politico, quer de apoios, por exemplo, os partidos políticos com representação parlamentar recebem”.

As eleições presidenciais moçambicanas serão a 15 de Outubro.

No posicionamento no boletim de voto, hoje divulgado, Filipe Nyusi, da Frelimo, aparece em primeiro, seguido por Davis Simango do MDM; Ossufo Momade, da RENAMO; e Mário Albino, do AMUSI.

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