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Pemba sem condições para acomodar deslocados da insurgência do Estado Islâmico


Cabanas que albergam deslocados, Pemba, Cabo Delgado

Em três anos, a cidade passou de 200 mil para 400 habitantes

Casado e pai de três filhos, Ussene Falume, 27 anos, natural de Quissanga, um dos distritos do norte de Cabo Delgado, flagelados pelos ataques terroristas. Fugiu e está refugiado em Pemba, a capital da Província, há dois anos numa residência onde estão acolhidas acima de 50 pessoas.

Eles comem e dormem mal. Dormem todos no chão e ao relento.

Pemba sem capacidade para albergar deslocados
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Ussene Falume tem medo de regressar à sua zona de origem. E não está satisfeito.

Diz que ele e a família passam fome e que estão todos cansados de dormir no chão e de depender de donativos.

Ussene Falume
Ussene Falume

Ussene Falume é apenas um dos muitos cidadãos que fugiram e que estão agora a viver na condição de deslocados.

Pemba, que, nesta segunda-feira, celebrou 63 anos de elevação à categoria de cidade, está a abarrotar. Antes dos ataques terroristas iniciarem, em 2017, tinha pouco mais de 200 mil habitantes. Hoje, por causa dos deslocados, tem acima de 400 mil.

Florete Motarua
Florete Motarua

A edilidade está aflita. A cidade não estava preparada para receber tanta gente de uma só vez. A pressão sobre os serviços sociais básicos é tremenda. A gestão dos resíduos sólidos é a principal dor de cabeça.

Florete Motarua, Presidente do Conselho Municipal de Pemba, diz no entanto, que, apesar de todos os problemas, a edilidade não vai baixar os braços.

Motarua promete continuar a apoiar os deslocados.

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