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Patronato saúda regresso do FMI aos apoios em Moçambique


Sede do Fundo Monetário Internacional, Washington, Estados Unidos


A retoma do FMI ao financiamento de Moçambique é celebrado como sinal de optimismo e confiança no futuro, por parte de vários segmentos nacionais.

O patronato olha para a decisão como um balão de oxigénio para o futuro da economia, mas o Governo diz que é preciso celebrar com cautelas

A Confederação das Associações Económicas (CTA), órgão que junta o patronato do sector privado, expressou hoje a satisfação pelo anúncio da retoma do FMI aos financiamentos em Moçambique e diz esperar que a decisão venha dinamizar o crescimento inclusivo da economia.

Ao reagir ao anúncio feito na segunda-feira, 28, que marca o fim de mais de cinco anos de sanções, por causa da descoberta das chamadas "dívidas ocultas", a CTA destaca o que considera de "final feliz" de um problema que vinha asfixiando a economia moçambicana e já causou problemas de tesouraria e falta de bens essenciais, com o destaque para o sector da saúde.

"A decisão abre boas perspectivas para o financiamento da economia e reabre a confiança do país perante os mercados, o que certamente vai dinamizar o país", afirma Prekash Prehlad, líder do pelouro económico na CTA.

Credibilidade de volta

O retorno do FMI a Moçambique é também visto como um sinal positivo de relançamento do país aos mercados internacionais por alguns juristas.

Michel Sambo considera que a medida significa que aquilo que eram as inquietações do FMI e que foram os condicionalismos para o regresso estão ultrapassados, abrindo deste modo portas para uma sã convivência entre as partes.

"A decisão é positiva, quer para o Governo, quer para os credores do país, pois, o país terá margens para alimentar a economia e honrar com os seus compromissos internacionais" afirma Sambo.

Ainda assim, outros analistas entendem que o país deve tirar ilações da travessia ao deserto que teve e não baixar a guarda no combate à corrupção.

Celebrar com cautela

No final de mais uma sessão ordinária do Conselho de Ministros, o porta-voz do Executivo, Filimão Swaze, fez um breve comentário sobre o assunto e destacou a necessidade de se celebrar com cautelas.

"Neste momento é prematuro tecer grandes considerações porque há uma série de fases que se seguem até a reunião do Board do FMI que vai tomar todas as decisões, pelo que é preciso celebrar com cautelas, porque há coisas que podem mudar", disse o porta-voz.

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