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Partidos da oposição instam o MPLA a abandonar o gradualismo geográfico nas Autárquicas de 2020


Alexandre Sebastião André, da CASA-CE, diz que MPLA quer tirar partido das eleições

Os partidos da oposição em Angola continuam a questionar o modelo de gradualismo geográfico imposto pelo MPLA para as eleições autárquicas de 2020.

No Kwanza Norte, o secretário provincial da UNITA, Francisco Fernandes Falua, afirmou que o seu partido tenta mudar a posição do Governo, enquanto o vice-presidente da CASA-CE, Alexandre Sebastião André, disse em Malanje que a posição MPLA,visa restringir a liberdade, a igualdade e outros direitos fundamentais dos cidadãos”.

Francisco Fernandes Falua
Francisco Fernandes Falua

Francisco Fernandes Falua revelou que a UNITA pretende convencer o poder a abandonar a ideia do gradualismo geográfico.

“Temos levado a nossa mensagem, as nossas perspectivas em termos de governação, particularmente no que diz respeito às autarquias”, revelou o representante dos “maninhos” na província do Kwanza Norte, uma das circunscrições com enormes dificuldades fruto das assimetrias que se agudizaram a Independência nacional em 1975.

“Sem medo de errar é das províncias com maiores problemas de carácter social, há um subdesenvolvimento elevado: o desemprego, na saúde, na educação, em suma, como tal (província) está mel em termos económicos e socais”, exemplificou.

Kwanza Norte, segundo Falua está às escuras independente de ter ao redor as barragens hidroeléctricas de Cambambe, Capanda e Laúca e os rios Lucala e Kwanza.

“Os habitantes não têm água potável”, denunciou.

Por seu lado, o vice-presidente da CASA-CE, Alexandre Sebastião André, considerou em Malanje, que a posição do maior adversário político, o MPLA, visa restringir a liberdade, a igualdade e outros direitos fundamentais dos cidadãos”.

“E contrariamos, buscamos os argumentos válidos para contrapor aqueles que defendem o princípio do gradualismo, o gradualismo que tem haver com a selecção de alguns municípios para serem implementadas as autarquias locais, são no nosso entender uma das formas de descriminação dos direitos de todos os cidadãos nacionais”, defendeu.

Alexandre Sebastião André, que dissertou nesta cidade sobre “Autarquias Locais e o impacto da corrupção em Angola”, admitiu que o partido governante quer privilegiar algumas localidades para tirar partido nas eleições de 2020.

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