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Parceiros anunciam destruição de armas de fogo mas Governo alerta para armamento pesado entre civis


EUA prometem reforço de três 3 milhões de dólares a Angola

A organização não governamental «Halo Trust» revela ter destruído mais de mil toneladas de engenhos explosivos e 110 mil armas nos últimos 10 anos em Angola, quando as autoridades alertam para a existência de armamento pesado em posse de civis.

O balanço das operações, feito recentemente por ocasião da jornada mundial do desarmamento, surge numa altura em que os Estados Unidos da América, o principal financiador, anunciam um reforço de três milhões de dólares para a formação de equipas de desminagem e limpeza 17 campos.

Com este reforço de verbas, para as províncias do Bié e Moxico, onde operam a Halo Trust e a Mines Advisory Group, os Estados Unidos chegam aos 134 milhões de dólares em assistência desde 1995, ainda antes do fim do conflito.

Uma nota de imprensa da Embaixada americana em Angola, distribuída há pouco mais de um mês, refere que o montante ajudou a destruição de mais de 26 mil minas terrestres, com benefícios directos para um milhão e 400 mil pessoas.

No balanço do trabalho entre 2008 e 2019, o gestor de operações para destruição de armas e munições da Halo Trust, Avelino Papel, admitiu que existam ainda muitas áreas minadas por detectar.

‘’Entre as mais de mil toneladas de engenhos destruídas estão granadas, morteiros, projécteis e minas. Sobre as armas destruídas, primeiro Luanda e depois Huíla, Huambo e Uíge. Na desminagem, estamos em Benguela, Huambo, Bié e Kuando Kubango’’, explica aquele gestor.

Em nome do comandante-geral da Polícia Nacional, o delegado provincial do Interior e comandante provincial em Benguela, Aristófanes dos Santos, que falava no acto central da semana internacional do desarmamento dos civis, lembrou que Angola está na fase de recolha coerciva, mas salientou que há espaço para quem queira abraçar o lado voluntário.

"O plano nacional de desarmamento da população civil, iniciado a 16 de Abril de 2008, visa a recolha, armazenamento e custódia de todas as armas ligeiras e de pequeno porte", explica aquele oficial superior.

Num alerta às forças de segurança, o governador de Benguela, Rui Falcão, avança que as autoridades angolanas estão informadas sobre a circulação indevida de meios de guerra não apenas ligeiros.

"Infelizmente, as armas que circulam por aí não são apenas armas ligeiras nem revólveres … temos informação de outro tipo de equipamento que, de forma alguma, deve estar com civis. Os serviços de inteligência devem estar atentos", alerta o governante.

A maior parte das armas, num total de 80.492, foi entregue voluntariamente, conforme a PN.

Quanto às minas, os Estados Unidos sublinham que o reforço orçamental pode proporcionar 849 mil metros quadrados para a pordução agrícola.

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