Links de Acesso

Papa pede aos sudaneses do Sul que se tornem imunes ao "veneno do ódio"


Papa Francisco em missa no Mausoléu John Garang, em Juba, Sudão do Sul, 5 Fevereiro 2023
Papa Francisco em missa no Mausoléu John Garang, em Juba, Sudão do Sul, 5 Fevereiro 2023

A visita à República Democrática do Congo e ao Sudão dos Sul, denominada de "peregrinação da paz", foi a primeira vez na história cristã que líderes das tradições católica, anglicana e reformada realizaram uma visita estrangeira conjunta.

O Papa Francisco terminou a sua visita ao Sudão do Sul neste domingo, 5, com um apelo às pessoas a se tornarem imunes ao "veneno do ódio", com vista a alcançar a paz e a prosperidade que as iludiu durante anos de sangrentos
conflitos étnicos.

O líder da Igreja Católica presidiu a uma missa ao ar livre no mausoléu do herói da libertação do Sudão do Sul, John Garang, quem morreu num acidente de helicóptero em 2005, antes de o país, predominantemente cristão, se separasse do Sudão muçulmano em 2011.

Na sua homilia, o Papa, de 86 anos de idade, abordou os temas que dominaram a sua viagem à mais nova nação do mundo, reconciliação e perdão mútuos pelos erros do passado.

A multidão cantou e dançou com ritmos e gritos típicos quando Francisco entrou no espaço campal onde voltou a imploroar a multidão de cerca de 70.000 pessoas que evitasse a "fúria cega da violência".

Dois anos após a independência, o Sudão do Sul mergulhou numa guerra civil que matou 400 mil pessoas e, apesar de um acordo de paz assinado em 2018 entre os dois principais antagonistas, os combates continuam a matar e a provocar um grande número de deslocados.

Ao final do serviço religioso, um discurso de despedida pouco antes de seguir para o aeroporto. o Papa agradeceu ao povo do Sudão do Sul pelo carinho demonstrado.

"Queridos irmãos e irmãs, volto a Roma com vocês ainda mais perto do meu coração, nunca percam a esperança, não percam nenhuma oportunidade de construir a paz e que a esperança e a paz habitem entre vocês. Que a esperança e a paz habitem no Sudão do Sul", concluiu.

Há muito, o Papa tem mostrado muita preocupação para com o Sudão do Sul.

Num dos gestos mais marcantes do seu papado, ele se ajoelhou para beijar os pés dos líderes em guerra do país durante uma reunião no Vaticano em 2019.

O arcebispo de Canterbury, Justin Welby, líder da Comunhão Anglicana global, e Iain Greenshields, moderador da Assembleia Geral da Igreja da Escócia, acompanharam o papa durante a sua visita ao Sudão do Sul.

Foi a chamada"peregrinação da paz", a primeira vez na história cristã que líderes das tradições católica, anglicana e reformada realizaram uma visita estrangeira conjunta.

C/Reuters

Fórum

XS
SM
MD
LG